quinta-feira, 19 de abril de 2012

Qual idioma é o mais dificil do mundo?



Muitos dos que estudam línguas estrangeiras querem saber que língua é a mais difícil do mundo. Os lingüistas dizem que não há uma resposta precisa para esta pergunta, porque tudo depende da língua nativa do estudante e outros fatores. Os neurofisiologistas acreditam, porém, que o chinês ou o árabe podem ser descritos como os idiomas mais difíceis do mundo, pois, até para o cérebro dos falantes nativos de chinês ou árabe é difícil de percebê-los.

Especialistas de lingüística dizem que as complicações em aprender uma língua estrangeira dependem do idioma falado da pessoa que estuda uma língua estrangeira. Por exemplo, o idioma russo, que é geralmente considerada como uma das mais difíceis do mundo, não será muito difícil de aprender para os ucranianos ou os tchecos. No entanto, um turco ou um estudante japonês pode nunca ser capaz de estudar russo - eles podem achar que é incrivelmente difícil de aprender.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Perguntas que os alunos fazem!!!!!!

Acredito que todos professores passaram  por situações como a da figura abaixo. E o pior é que o professor tem que escutar essas perguntas sem questionar!!!!!


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Trânsito, questão de educação e cultura.

É comum escutarmos pessoas se vangloriando que melhorou de vida e o item que demonstra isto é justamente a aquisição de um carro. Além de servir de transporte individual, o carro é sinônimo de status junto aos demais membros da sociedade. Quando mais caro e luxuoso, mais demonstra o status de melhor qualidade de vida. Pelo menos isso é o que pensa a grande maioria das pessoas. Mas, será que uma sociedade que tem o carro particular como status social e principal meio de transporte individual  tem realmente uma boa qualidade de vida???

Se olharmos as estatísticas dos acidentes de trânsito em nosso país, irá perceber que o uso do carro, como principal meio trasporte individual e portanto uma mercadoria na sociedade de consumo, fez aumentar o volume  de carros em nossas cidades de uma maneira que praticamente ficou difícil se falar em não poluir o meio ambiente, difícil de se trafegar e as nossas cidades se tornou um ambiente perigoso.


As medidas necessárias para tornar nossas cidades menos poluídas e menos perigosas seria se utilizarem de transportes públicos coletivos de boa qualidade e o uso de bicicleta como principal meio de transporte individual. O problema é que em nosso país se investe muito pouco nos transporte coletivos de massa e a importância do uso da bicicleta está sempre em segundo plano. Basta darmos uma olhada nos nossos sistemas de transporte público em qualquer grande cidade e a pouca  ou inexistência de ciclovias em nossas cidades.


Segundo estatísticas do IBGE, a cidade com a maior quilometragem de ciclovias implantadas, até 2011, é a cidade de Aracaju-SE. Só que a grande maioria dessas ciclovias são improvisadas e as ligações destas ciclovias com passagens entre avenidas são perigosas. O ciclista tem de se arriscar atravessando de uma avenida para outra onde na realidade deveria existir sinalização e semáforo dando preferência de passagens aos ciclistas (o que não ocorre!!!).

Para se entender melhor a importância do uso da bicicletas é bom assistir sobre a implantação e importância do uso da bicicleta na Holanda, no vídeo abaixo:
OBSERVAÇÃO: Para escutar  ao som vídeo vá até o quadro da rádio e desligue o som da mesma.

Texto relacionado: Dirigindo Bêbado

terça-feira, 3 de abril de 2012

Governo Anastasia “inova”: Coloca alunos de séries diferentes na mesma classe

por Raphael Ramos, Jornal OTEMPO, sugestão de Daniel
Várias séries em uma única sala, incrível!!!

Os alunos de escolas estaduais mineiras começam a testar uma novidade que gera controvérsia entre pais, autoridades e especialistas: as turmas unificadas. Por meio de um ofício, publicado em janeiro, a Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG) ‘orientou’ as escolas a adotarem a estratégia no caso de turmas com poucos alunos matriculados. Na prática, estudantes de séries diferentes dividem a atenção de apenas um professor.

A medida vale para as turmas de 1º ao 9º ano do ensino fundamental. A subsecretária estadual de Desenvolvimento da Educação Básica, Raquel Elizabete Santos, afirma que a mudança é uma tentativa de melhorar o aprendizado. “Já se sabe que estudantes apresentam melhor rendimento quando os trabalhos são realizados em parcerias ou grupos. Por isso, a unificação de turmas é uma maneira de trabalhar melhor os alunos”, afirmou. A subsecretária garante ainda que antes de unificar as turmas, as escolas deverão levar em conta o estágio de aprendizagem dos alunos.

Já a presidente do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Estado de Minas Gerais (Sind-UTE), Beatriz Cerqueira, afirma que a medida vai dificultar a aprendizagem dos alunos e que é apenas uma maneira de o governo reduzir custos. Beatriz promete acionar o Ministério Público Estadual (MPE) para tentar proibir a novidade.

“Imagina seu filho de 6 anos na mesma sala de um de 9 anos. O conteúdo curricular é muito diferente, isso causa uma dificuldade de aprendizagem. E os professores não foram treinados”. A mesma metodologia foi implementada no Estado do Mato Grosso, onde as entidades de classe também recorreram ao MPE.

Especialistas

Para a psicóloga e professora do Centro Universitário UNA Lecy Moreira, da maneira como ele foi implementado, o modelo dificilmente terá bons resultados. Ela afirma que estudantes, principalmente aqueles em processo de alfabetização, precisam de atenção constante dos educadores, o que ficaria mais difícil com a mistura da conteúdos.

A diretora do Centro Pedagógico da UFMG, Tânia Costa, tem a mesma opinião. De acordo com ela, as novas turmas teriam que ser formadas após serem traçados os perfis dos estudantes. “Os alunos precisariam ter níveis de aprendizado próximos. Isso pode ser feito com o objetivo de desenvolver aptidões dos jovens ou então fazer com que um aluno em um nível mais baixo consiga evoluir em contato com outra turma mais à frente”, explicou.

O Estado ainda não tem o número de escolas que aderiram ao projeto.

Legislação

O Ministério da Educação informou que não se manifestaria sobre a orientação da SEE/MG. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, “os Estados têm autonomia para definir sua organização de ensino”.

Fusão

Aulas começam e pais reclamam

Na Escola Estadual Professora Adelina da Conceição Silva, em Bela Vista de Minas, na região Central, a criação de uma turma unificada tem sido motivo de reclamação de pais de alunos. Eles entendem que os filhos serão prejudicados ao assistirem aula com estudantes de uma série mais avançada.

Desde ontem, 11 alunos de 6 anos, do 1º ano do ensino fundamental, juntaram-se a uma turma do 2º ano, com 23 estudantes de 7 anos, e formaram uma sala com 34 crianças. O filho da doméstica Tatiana Cristina Alves, 24, que entrou na escola neste ano, é um dos alunos.

O menino, com 6 anos, terá a companhia de colegas mais velhos na mesma sala de aula. A situação incomoda a mãe dele. “Meu filho está aprendendo a ler e a escrever. Eu acho que ele vai ter mais dificuldade porque vai ter que conviver com muitas informações diferentes. Vai confundir a cabeça dele”, disse Tatiana.

Para a doméstica, como toda criança que está em processo de alfabetização, seu filho precisa de uma atenção mais próxima com a professora. “Com tantos alunos, ela não vai conseguir ajudar a todos”, reclamou.

A diretora da escola Professora Adelina, Conceição Aparecida Silva, disse que a unificação das turmas foi necessária pelo baixo número de inscrição no 1º ano (11 alunos). Apesar de reconhecer que não houve um trabalho nem de adaptação do conteúdo nem da rotina dos professores, ela afirma que não haverá prejuízos aos estudantes. “Somos da rede estadual e temos que seguir a legislação. Estamos nos planejando para atender os alunos da melhor maneira”, disse Conceição. (RR)

Minientrevista com Raquel Santos, subsecretária de desenvolvimento da educação básica

“O professor não precisa de uma capacitação”

Os professores serão capacitados para ministrar as aulas?
Não há necessidade de uma capacitação. Em sua formação, os professores já são habilitados a trabalhar com grupos diferentes. Mas já estamos distribuindo cartilhas com orientações e também realizando oficinas.

Haverá redução da carga horária?
Não há diminuição da carga horária. Nos ciclos iniciais, os alunos terão as quatro horas e dez minutos como previsto em lei. No caso das turmas do ciclo final, os professores vão lecionar todo conteúdo das matérias normalmente.

O que será feito com o excedente de professores?
Eles serão remanejados para outras escolas e também para atuar em tempo integral.(RR)

TEXTO RETIRADO NESTE ENDEREÇO:

TEXTO RELACIONADO:

sexta-feira, 30 de março de 2012

AS INFORMAÇÕES NOS LIVROS DIDÁTICOS


Por Antônio Carlos Vieira

Atualmente os livros didáticos nas escolas públicas são comprados pelo governo, para uso dos alunos ou para serem colocados nas bibliotecas, e fiquei imaginando como são escolhidos esses livros. Em algumas escolas existem as chamadas Reuniões Pedagógicas onde os professores reunidos dão sugestões para compras dos livros didáticos. Só que neste uso do livro didáticos é bom observarmos alguns problemas:

Nem sempre o governo respeita essas indicações feita pelos professores para compra deste livros e quando respeita esses livros nem sempre chegam em tempo hábil para o ano letivo para o qual são adquiridos. Isso compromete o ano letivo;

Quando esses livros são comprados em licitações onde apenas uma Editora é escolhida, o livro comprado é usado em toda a Rede Pública de Ensino, como se as escolas e os alunos fossem iguais em todo o território nacional. Quando se fala em Educação a Distância, os livros são os mesmo para todo o território nacional e para todas os alunos em qualquer localidade deste imenso país. Fica a impressão que os costumes e a cultura deste pais são homogêneos;

As editoras que confeccionam esses livros também não são lá em grande números, mesmo existindo uma licitação a concentração do mesmo conteúdo existentes nestes livros permanecerão devido a falta existência de uma pluralidade nas editoras existentes e tem o agravante que essas editoras se concentram na Região Sul e Sudeste;

Os autores responsáveis pelo conteúdo destes livros didáticos são geralmente em sua grande maioria pessoas residentes nas Regiões Sudeste e Sul e portanto difundem neste livros,  em maior número, as informações existentes nestas regiões;

Como agravante dessa homogeneidade das informações, as editoras geralmente pertencem a algum grupo mediático. Como exemplo podemos citar a Rede Globo que é dona da Editora Globo.

Essa concentração das editoras, geralmente ligadas aos grande meios de comunicação, faz com que somente as informações importantes, para o grupo de pessoas que controlam essas editoras, serão passadas para a população. Isso faz com que um aluno morando em uma pequena cidade do interior da Região Nordeste saiba mais sobre os Estados e cidades da Região Sudeste e Sul do que a própria região onde reside. Em alguns casos ele nem conhece fatos e história da própria cidade onde nasceu e vive.

Mas, o mais agravante é que com esse poder de concentração, somente as informações que interessam a esses grupos é que serão difundidas e com isso conseguem um grande poder de manipulação da população. Vamos citar alguns exemplos:

Se essas empresas resolverem divulgar um produto e prejudicar as vendas de alguns concorrente, basta que ele não divulgue a existência do concorrente e a população só irá consumir o produto informado por não saber da existência do concorrente.

E a divulgação de cidades turísticas nestes livros??? Eles informam a que acharem melhor e omitem a existência de outras e essas pessoas irão procurar somente a que foram informadas.

Se juntarmos o poder de manipulação das informações contidas nos livros didáticos e a união destes com a chamada grande imprensa, iremos perceber que os donos destes meios de comunicação são detentores de um grande poder, de manipulação, junto a sociedade, a nível nacional.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Câmara analisa projeto de lei que pune violência contra o professor



A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 267/11, da deputada Cida Borghetti (PP-PR), que estabelece punições para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino. 

Em caso de descumprimento, o estudante infrator ficará sujeito a suspensão e, na hipótese de reincidência grave, encaminhamento à autoridade judiciária competente. 

A proposta muda o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) para incluir o respeito aos códigos de ética e de conduta como responsabilidade e dever da criança e do adolescente na condição de estudante. 

Indisciplina

De acordo com a autora, a indisciplina em sala de aula tornou-se algo rotineiro nas escolas brasileiras e o número de casos de violência contra professores aumenta assustadoramente. Ela diz que, além dos episódios de violência física contra os educadores, há casos de agressões verbais, que, em muitos casos, acabam sem punição.

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Quando eu era estudante do ensino médio, os meus professores me serviam de referência, era possível ser amiga deles. Ao mesmo tempo em que podíamos brincar com eles, havia um respeito enorme por aqueles que nos ensinavam um pouco mais dia a dia. É muito triste perceber que o desrespeito e a violência ao professor imperam no dia de hoje.

Amannda Oliveira .

Texto original neste endereço:
http://www.blogfalandofrancamente.com/2011/04/camara-analisa-projeto-de-lei-que-pune.html

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A política educacional finlandesa


Por Gustavo Belic Cherubine
De Agência O Globo
Por Leonardo Cazes (leonardo.cazes@oglobo.com.br
RIO - No ranking do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) 2009, aplicado em 65 países pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a Finlândia alcançou o 3º lugar. O país chama a atenção não só pelos bons resultados, mas por apresentar um modelo diferente dos outros líderes do ranking, China e Coreia do Sul. No lugar de toneladas de exercícios e de um ritmo frenético de estudo, na Finlândia, há pouco dever de casa, e a maior preocupação é com a qualidade dos professores e dos ambientes de aprendizado. Não há avaliações periódicas padronizadas de alunos e docentes, que não recebem remuneração por desempenho. E todo o sistema escolar é financiado pelo Estado.
p>Em seu livro, "Finnish lessons: what can the world learn from educational change in Finland?" (em uma tradução livre, Lições finlandesas: o que o mundo pode aprender com a mudança educacional na Finlândia?), Pasi Sahlberg, diretor de um centro de estudos vinculado ao Ministério da Educação do país, diz que o magistério é a carreira mais popular entre os jovens e que a transformação no Brasil deve começar pela igualdade de acesso a um ensino de qualidade.
O GLOBO: A Finlândia ocupa a 3 posição no ranking do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), entre 65 países avaliados pelo exame da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). No entanto, nem sempre foi assim. Quando começou a transformação na educação finlandesa?
PASI SAHLBERG: A grande transformação do sistema educacional finlandês começou no início da década de 1970, quando foi criado o sistema de ensino obrigatório de nove anos. Todas as crianças do país passaram a estudar em escolas públicas parecidas e de acordo com o mesmo currículo nacional. O principal objetivo desse modelo era igualar a oportunidade de acesso a uma educação de qualidade e aumentar o nível educacional da população. Assim, a reforma educacional não foi guiada pelo sucesso escolar e, sim, pela democratização do acesso a escolas de qualidade. Esse movimento continuou nos anos 90, com a necessidade de uma população mais preparada para o mercado de trabalho.
O GLOBO: Quais foram as bases da revolução educacional finlandesa? Quais são seus pontos fortes?
SAHLBERG: O compromisso da sociedade finlandesa pela igualdade de acesso a uma educação de qualidade foi decisivo. A Finlândia com seus 5 milhões de habitantes não pode perder nenhum jovem. Todos precisam ter uma educação de qualidade. Os pontos fortes do sistema finlandês são o foco nas escolas, para que elas possam ajudar as crianças a ter sucesso; educação primária de alta qualidade, que dê uma base sólida para as etapas seguintes do aprendizado; e a formação de professores em universidades de ponta, que tornaram a profissão uma das mais populares entre os jovens finlandeses.
O GLOBO: No Brasil, muitas políticas públicas sofrem com a falta de continuidade. Isso acontece na Finlândia? O que fazer para garantir a continuidade?
SAHLBERG: A Finlândia manteve uma política pública estável desde a década de 70. Diferentes governos nunca tocaram nos princípios que nortearam a reforma, apenas fizeram um ajuste fino em alguns pontos. Essa ideia de uma escola pública de qualidade para todos os finlandeses foi um consenso nacional construído desde a Segunda Guerra Mundial. É o que no livro eu chamo de "sonho finlandês".
O GLOBO: O mundo parece buscar uma fórmula mágica para a educação. Existe uma fórmula válida para todos?
SAHLBERG: Não, não existe nenhuma fórmula mágica nem um milagre secreto na educação finlandesa. O que fizemos melhor do que outros países foi entender qual é a essência do bom ensino e do bom aprendizado. As crianças devem ser vistas como indivíduos que têm diferentes necessidades e interesses na escola. Ensinar deve ser uma profissão inspiradora com um grande propósito de fazer a diferença na vida dos jovens. Infelizmente, esses princípios básicos deram lugar a políticas regidas pelo mercado em vários países. Essa lógica de testar estudantes e professores direcionou os currículos e aumentou o tédio em milhões de salas de aula. A fórmula para uma reforma da educação em muitos países é parar de fazer essas coisas sem sentido e entender o que é importante na educação.
O GLOBO: O que foi feito na Finlândia e que poderia ser reproduzido em outros países em desenvolvimento, como o Brasil?
SAHLBERG: A pergunta deve ser o que é possível aprender com a experiência finlandesa, não reproduzir. Primeiro, a experiência da Finlândia mostrou que é possível construir um modelo alternativo àquele que predomina nos Estados Unidos, na Inglaterra e em outros países. Mostramos aqui que reformas guiadas pelo mercado, com foco em competição e privatizações não são a melhor maneira de melhorar a qualidade e a equidade na educação. Segundo, é importante focar no bem-estar das crianças e no aprendizado da primeira infância. Só saudáveis e felizes elas aprenderão bem. Terceiro, a Finlândia mostrou que igualdade de oportunidades também produz um aumento na qualidade do aprendizado. É preciso que o Brasil combata essa desigualdade de acesso. Só um plano de longo prazo para a educação e compromisso político possibilitarão que os resultados sejam alcançados.
O GLOBO: Os professores ocupam um papel importante no sistema finlandês. Como prepará-los bem? Um salário atrativo é importante?
SAHLBERG: Professores são profissionais de alto nível, como médicos ou economistas. Eles precisam de uma sólida formação teórica e treinamento prático. Em todos os sistemas educacionais de sucesso, professores são formados em universidades de excelência e possuem mestrado. O salário dos professores deve estar no mesmo patamar de outras profissões com o mesmo nível de formação no mercado de trabalho. Também é importante que professores tenham um plano de carreira, com perspectivas de crescimento e desenvolvimento.
O GLOBO: No Brasil, poucos jovens são atraídos pelo magistério. A carreira atrai muitos jovens na Finlândia?
SAHLBERG: O magistério é uma das profissões mais populares entre os jovens finlandeses. Todo ano, cerca de um a cada cinco alunos que terminam o ensino médio tem a carreira como primeira opção. Há dez vezes mais candidatos para programas de formação de docentes para educação infantil do que vagas nas universidades. A Finlândia tem o privilégio de poder controlar a qualidade dos professores na entrada e depois garantir que só os melhores e mais comprometidos serão aceitos nessa profissão nobre.
O GLOBO: A inclusão das novas tecnologias nas salas de aula vem sendo muito debatida. Como você vê esse processo? Como isso é feito na Finlândia?
SAHLBERG: Tecnologia é parte das nossas vidas e é usada nas escolas finlandesas. Professores na Finlândia usam tecnologia para ensinar de maneiras muito diferentes. Alguns, a utilizam muito e outros raramente. Aqui a tecnologia é uma ferramenta, mas o foco continua sendo na pedagogia entre pessoas, sem tecnologia. A tecnologia não deve guiar o desenvolvimento educacional e, sim, ser uma ferramenta como várias outras.

O GLOBO: Retomando o título do seu livro, quais são, afinal, as principais lições do sistema de educação finlandês?

SAHLBERG: A mais importante das lições é que há uma alternativa para se chegar ao sucesso prometido por reformas guiadas pelo mercado. A Finlândia é o antídoto a este movimento que impõe provas padronizadas, privatização de escolas públicas e remunera os professores com base em avaliações de desempenho que se tornou típico de diversos sistemas educacionais pelo mundo.
TEXTO REPLICADO DESTE ENDEREÇO:

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O livro Pedagogia do Oprimido, do educador brasileiro Paulo Freire, foi banido das escolas públicas do Arizona nos Estados Unidos.

Por Ana Luzia Costa Santos

Segundo o Jornal Brasil, a justificativa do secretário da educação do Arizona John Huppenthal em abolir uma das obras mais importante para educação no mundo foi ao visitar uma escola em Tucson, notou que Che Guevara era tratado como um herói, inclusive com direito a pôster numa das salas de aula, enquanto que Benjamin Franklin era considerado racista pela turma. Huppenthal julgou intolerável que o termo “oprimido” do livro de Paulo Freire fosse inspirado no Manifesto Comunista de Marx e Engels, “que considera que a inteira história da humanidade é uma batalha entre opressores e oprimidos”.

Para o jornal, a suspensão do programa priva os alunos de compreenderem melhor os fatores históricos da ocupação do território onde vivem (parte do Arizona pertencia ao México e foi anexada pelos EUA), além de impedir o contato de uma inteira geração com o método emancipador de Paulo Freire. O que não percebem os que executam a educação “bancária”, no termo usado por Paulo Freire em Pedagogia do Oprimido, é que nos próprios “depósitos” se encontram as contradições. E, cedo ou tarde, esses “depósitos” podem provocar um confronto com a realidade e despertar os educandos contra a sua ”domesticação”.

O Autoritarismo é contagioso! Em Sergipe temos, também, a imposição do ensino estruturado, um apostilado do instituto Alfa e Beto que remete a uma educação bancária/conservadora (burguesa) que nega os ensinamentos de Paulo Freire: Nesse método de pacotes/cartilhas condenado por Freire o educador é o que sabe e os educandos são os que não sabem; o educador é o que pensa e os educandos são os pensados; o educador é o que diz a palavra e os educandos são os que escutam docilmente; o educador é o que opta e prescreve sua opção e os educandos são os que seguem a prescrição; o educador escolhe o conteúdo programático e os educandos jamais são ouvidos nessa escolha e se acomodam a ela; o educador identifica a autoridade funcional, que lhe compete, com a autoridade do saber, que se antagoniza com a liberdade dos educandos, pois os educandos devem se adaptar às determinações do educador; e, finalmente, o educador é o sujeito do processo, enquanto os educandos são meros objetos.

Os apostilados/pacotes/cartilhas do instituto Alfa e Beto é o reprodução dessa educação conservadora onde os professores são meros facilitadores que fazem uso do material produzido pelo instituto. Os planos de aulas são apresentados em manuais de orientação que serve para gerenciamento pedagógico que permitem o acompanhamento, controle e avaliação do programa pela Secretaria.

“Não basta saber ler que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho.” Paulo Freire.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

As escolas super fantásticas (Atualizado)

Quando me encontro com meus ex-professores, muitos deles, costumam me afirmar que os alunos, que foram meus colegas, eram bons por que iam pra escola somente para estudar. Naquela época não exista transporte público para os alunos e nem tinha merenda. A farda, cada aluno tinha que comprar a sua. Muitos alunos vinhas dos povoadas a pé, de bicicleta ou mesmo de cavalo. De acordo com eles: apesar das dificuldades eles vinham para estudar e não para comer e se divertir.
Acho que os alunos desta foto estão  com vontade de estudar e esse professor de ensinar bem maior que os meus colegas de povoados!!!!! Garanto que as escolas por onde passei não eram tão deterioradas!!!!


Origem da foto neste endereço:
http://www.facebook.com/profile.php?id=100000132888879

Esta nova fotografia de escola, que surpreendem pela vontade dos alunos em estudarem, me foi  enviada pelo FaceBook e o autor não se identificou. De qualquer maneira fica o registro de mais uma impressionante realidade!!!


Esta fotografia eu peguei no Faceebook, na linha de tempo de José De Almeida Bispo. Esta escola fica na China, construída dentro de uma caverna.

Estas outras duas fotografias conseguir, com Alex Prado, no Facebook. Essas escolas são em Gana, na África.


Escola no Afeganistão!!! Tem de ver para crer!!!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Você sabe o que é tautologia?


É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição de uma ideia de maneira viciada, com palavras diferentes, mas como o mesmo sentido. O exemplo clássico é o famoso “subir para cima” ou o “descer para baixo”.



  • elo de ligação.
  • Certeza absoluta
  • quantia exata
  • nos dias 8,9 e 10, inclusive
  • juntamente com
  • expressamente proibido
  • em duas metades iguais
  • sintomas indicativos
  • há anos atrás
  • vereador da cidade
  • outra alternativa
  • detalhes minuciosos
  • a razão é porque
  • anexo junto a carta
  • de sua livre escolha
  • superávit muito positivo
  • todos foram unânimes
  • conviver junto
  • fato real
  • encarar de frente
  • multidão de pessoas
  • amanhecer o dia
  • criação nova
  • retornar de novo
  • empréstimo temporário
  • surpresa inesperada
  • escolha opcional
  • planejar antecipadamente
  • abertura inaugural
  • continua permanecer
  • a última versão definitiva
  • possivelmente poderá ocorrer
  • comparecer em pessoa
  • gritar bem alto
  • propriedade característica
  • demasiadamente excessivo
  • o seu critério pessoal
  • exceder em muito
  • opção de escolha.

Note que todas essas repetições são dispensáveis.
Por exemplo, “surpresa inesperada”. Existe alguma surpresa esperada? É obvio que não...
Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias. Fique atento às expressões que utiliza no seu dia a dia.