sexta-feira, 6 de julho de 2018

'Em Cuba, aprendemos o lado humano da medicina'

por Deutsche Welle — publicado 06/07/2018 00h15, última modificação 05/07/2018 16h02

Em Havana, a sergipana Sandra Glaucia da Conceição realizou o sonho de estudar medicina. Com o Mais Médicos, veio a oportunidade de retornar ao Brasil


'Fazer esse trabalho é maravilhoso. A população já me conhece. Sou médica da cidade', diz Sandra

Por Clarissa Neher

Na Unidade Básica de Saúde do centro de São Cristóvão, crianças, jovens e idosos aguardam pacientemente para serem atendidos pela médica Sandra Glaucia da Conceição. Muitos dos que esperam fazem questão de serem examinados apenas por ela, que chegou ao município sergipano em 2013 pelo programa Mais Médicos.

Desde então, Sandra, de 39 anos, trabalha na Unidade Básica de Saúde Jânio Teixeira de Jesus, numa região carente do município, o quarto a ser fundado no Brasil. Ela se formou em Cuba e morava na Argentina quando viu no Mais Médicos a oportunidade de voltar a sua terra natal.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

As dores que nos restam são as liberdades que nos faltam

A educação deve ser vista como um meio de igualdade e de ascensão social e não um lugar de reprodução de privilégios

Redação, 25 de junho de 2018


A Declaração da III Conferência Regional da Educação Superior, aprovada dia 14 de junho na Universidade Nacional de Córdoba, nos convoca “a lutar por uma mudança radical por uma sociedade mais justa, democrática, igualitária e sustentável”. O encontro celebrou um século do movimento por reforma do ensino na Argentina, em que os estudantes proclamaram que “as dores que nos restam são as liberdades que nos faltam”. Pobreza, desigualdade, exclusão, injustiça e violência social são dores que existiam à época e que continuam existindo, constataram os participantes da conferência.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

O POVO BRASILEIRO E SUA DESCENDÊNCIA

Por Antônio Carlos Vieira

Quando estudava, se dizia que o Brasil foi formado por índios, negros e português. Posteriormente vieram outros imigrantes, como italianos, alemães, japoneses e coreanos. Se falava da contribuição cultural dos três grupos citados e estava vendido a versão de todos os livros que li até hoje.
Só que a gente vai envelhecendo e nota que esta tal Formação do Povo Brasileiro pode ser explicada de outra maneira.
Eu costumo dividir a população brasileira em três grupos:

a) os que já viviam aqui.
b) os que foram trazidos.
c) os que vieram.

Os que já viviam aqui:

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Falso discurso da Escola Sem Partido avança no Congresso

Para coordenador da Contee, projetos da Escola Sem Partido representam a nova Lei da Mordaça


Por João Batista da Silveira

Na terça-feira 8, o deputado Flavinho (PSC) apresentou o projeto da Escola Sem Partido (PL 7180/14) prevendo que cada sala de aula tenha um cartaz com seis deveres dos professores, entre os quais o primeiro é a proibição de que os docentes “cooptem” os estudantes para correntes políticas, ideológicas ou partidárias.

O projeto propõe, na verdade, a escola de partido único, porque proíbe o debate e a livre circulação de idéias nas salas de aula. Para muitos, trata-se de uma verdadeira “Lei da Mordaça”.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Quais as consequências da aquisição da Somos Educação pela Kroton?

Em artigo, educadores falam sobre a descaracterização da educação como direito do cidadão e dever do Estado e a criação de mercados educacionais diversos

 
A aquisição do SOMOS Educação pela Kroton evidencia mais uma consequência da equivocada política de desregulamentação da oferta educacional por grupos privados efetivada pelo governo brasileiro que induz a presença de corporações associadas ao capital financeiro como fornecedores prioritários, tanto da oferta direta da educação, quanto na de insumos educacionais, descaracterizando a educação como direito do cidadão e dever do Estado e alimentando a criação de mercados educacionais diversos.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Sem educação, não há democracia; sem democracia, não há educação

O impedimento à uma educação crítica e de qualidade serve perfeitamente aos propósitos dos detratores da democracia


Se há algo que democracia e educação têm em comum, além do fato de uma não prescindir da outra, de não existir em plenitude sem a outra, é a profunda ameaça que paira sobre ambas no Brasil atual. Combalida desde o golpe parlamentar-jurídico-midiático que derrubou a presidenta Dilma Rousseff em 2016, a democracia enfrentou mais um grave abalo nos últimos dias, com a negação do habeas corpus ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Supremo Tribunal Federal (STF), num julgamento que não só rasgou a Constituição Federal — em especial o inciso LVII do artigo 5º da Carta Magna, segundo o qual “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória” — como contribuiu para solapar o próprio Estado Democrático de Direito.

terça-feira, 27 de março de 2018

“A universidade não inclui o preto, periférico e trabalhador”

por Victória Damasceno — publicado 26/03/2018 00h11, última modificação 23/03/2018 18h09

Wellington Lopes, estudante de Ciências Sociais em universidade pública, teme não concluir o curso após corte em bolsa de permanência

O estudante perdeu sua bolsa de auxílio à permanência e agora teme não conseguir concluir o curso
“É aquela fita né, pra gente sempre é mais difícil”. É desta forma que Wellington Lopes define a realidade da população negra, pobre e periférica nas universidades públicas do Brasil. Estudante da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS), o jovem de 21 anos saiu de Poá, no extremo leste de São Paulo, rumo a Paranaíba (MS) no início de 2015 para estudar Ciências Sociais.

O curso lhe deu a oportunidade de pensar a respeito de sua realidade, mas no momento de aplicar a inscrição no Sisu para disputar a vaga a escolha foi pragmática. “Eu não tinha ideia do que eu queria, só queria fazer qualquer coisa. Não importa o que eu fizesse, já seria algo gigantesco para a minha vida.”

quarta-feira, 14 de março de 2018

A formação da identidade profissional dentro das escolas

Para João Batista da Silveira, relação de trabalho dentro das escolas - espaço que deveria ser de vanguarda - segue a lógica da mercantilização do ensino e consequente precarização

REDAÇÃO 9 de Março de 2018


Por João Batista da Silveira 

Escrever ou falar sobre a formação ou identidade de uma categoria é mais fácil quando esta é detentora, além da carreira, de um efetivo programa de formação inicial e continuada. Não é o caso da categoria dos auxiliares de administração escolar ou técnico-administrativo. A começar pelo nome. Sempre que esta categoria é citada, é necessário também acrescentar mais alguns termos para que seja bem entendida. Termos como “todo o pessoal que trabalha em escola privada e não são professores” são usados para ajudar na identificação deste grupo de profissionais.

terça-feira, 13 de março de 2018

A influência das mães de classe média na escola pública

Famílias atuam nas unidades públicas por diversidade, prédios espaçosos e apropriados, alimentação adequada, e mais envolvimento no processo pedagógico

CAROL SCORCE 12 de Março de 2018

O Conselho Escolar é um dos espaços onde os pais podem atuar diretamente
O movimento de mãe e pais de classe média transferirem seus filhos de escolas particulares para escolas públicas tende a se aprofundar em momentos de crise econômica, como a que o país atravessa. Em 2017, 220.767 estudantes matriculados na rede estadual de São Paulo vieram da rede privada, um número 25,8% maior do que os que fizeram a mudança em 2012 (175.404). No mesmo período, o desemprego cresceu de forma alarmante, forçando a classe trabalhadora a abrir mão de serviços privados como educação e saúde.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Por que o Maranhão consegue pagar o maior piso salarial do País a professores?

Com o reajuste de 6,81%, os professores terão como salário inicial 5,750 mil para atuação 40 horas

ANA LUIZA BASILIO 6 de Março de 2018


O Estado do Maranhão anunciou no início do mês o novo piso salarial para os professores da rede pública, com reajuste de 6,81 %. A correção segue a indicada nacionalmente pelo Ministério da Educação para a categoria, com a diferença que, o valor pago pelo Estado, será cerca de duas vezes maior que o piso nacional, que passa a 2,455 mil este ano. Com a resolução, os professores de 40 horas no Maranhão terão como salário inicial o valor de 5,750 mil; os de 20 horas, valor proporcional.