segunda-feira, 23 de julho de 2012

INCLUSÃO DIGITAL


A inclusão digital é um assunto muito comentado nos meios de comunicação, e vem sendo discutido no cenário político, fazendo com que ações, projetos e programas sociais sejam elaborados e implantados em diversos países no mundo. Ao longo da história, novas tecnologias têm tido o poder de influenciar o comportamento da sociedade, assim como os telefones, o rádio, a televisão, e agora, com um pouco mais de 1 década, a internet.

A nova era que vivemos, a era da informação, possibilita a nós o uso de diversas soluções digitais eficazes que beneficiam muito o nosso dia-a-dia. Porém, milhões de pessoas são classificadas como excluídos digital, não obtendo acesso às redes de comunicação interativas através de computadores conectados à internet.


A Exclusão Digital


Para termos uma idéia dos que são excluídos digitais, podemos fazer perguntas tais como: “Num país como o Brasil, quantos domicílios têm acesso a um computador com linha telefônica disponível para acesso a internet?”. Recentemente, segundo o Mapa de Exclusão Digital divulgado no início de Abril/2003 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ), juntamente com outras entidades, aproximadamente 12,46% dos brasileiros têm computador em suas residências e pouco mais de 8,31% encontram-se conectados à Internet.

A exclusão digital reflete na sociedade trazendo consequências culturais, sociais e econômicas, visto que a distribuição desigual da tecnologia, acesso à computadores conectados a internet beneficia apenas um determinado número de pessoas. 

“Três pilares formam um tripé fundamental para que a inclusão digital aconteça: TIC’s, renda e 
educação”. (Silva Filho, Antônio Mendes de).


A Inclusão Digital


A inclusão digital basicamente é a iniciativa de fazer com que a sociedade obtenha conhecimento mínimo para utilizar os recursos da tecnologia da informação e de comunicação (TIC), bem como ter e utilizar os recursos físicos, tais como os computadores com acesso à internet.


Muitas iniciativas foram tomadas, dentre uma delas, o governo tomou a iniciativa de  disponibilizar laboratórios de informática nas escolas brasileiras e o acesso à internet com banda larga. Embora o aumento de computadores nas escolas públicas no Brasil venha aumentando a cada ano, a pesquisadora Neide de Aquino Noffs, da Faculdade de Educação da PUC-SP diz que a inclusão digital nas escolas da rede pública ainda não é uma realidade. "O laboratório de informática existe, mas não é usado com freqüência. Não é uma atividade rotineira para os alunos; não é como a biblioteca, que fica aberta o tempo todo", afirma Noffs.

Editado por: Filipe de Sousa

Publicado na Gazeta Valeparaibana de Julho 2012-07-01
http://www.gazetavaleparaibana.com/056.pdf

segunda-feira, 9 de julho de 2012

BIBLIOTECAS E LIVROS


“Ler ou não ler” é, uma vez mais, a questão.

Nas sociedades contemporâneas, a leitura (em contexto escolar, profissional ou de lazer) assume um papel importantíssimo na promoção do desenvolvimento cultural, científico, político e, consequentemente, econômico dos povos e dos indivíduos. Por isso, tanto se tem refletido sobre a forma de incentivar e motivar as pessoas para a leitura, em especial as crianças e os jovens, que ainda não criaram e enraizaram esse hábito tão enriquecedor.

Interlocutor privilegiado, pelo tempo que partilha com os mais novos, a escola pode ajudar a criar e a sedimentar hábitos de leitura quer promovendo e explorando o livro, com temáticas adequadas e atrativas para as correspondentes faixas etárias, quer dinamizando atividades inovadoras e interessantes com livros na biblioteca escolar, quer propondo a navegação em sites diversificados que põem o aluno em contacto com a leitura de diferentes suportes, muitas vezes interativos. Estas são, fundamentalmente, as questões sobre as quais nos debruçaremos no artigo que se segue.

As crianças e os jovens aprendem muito do que sabem acerca do mundo e da vida espontaneamente, em contextos muito diversificados que abrangem o grupo familiar, o círculo de amigos, as micro-sociedades ou grupos em que se inserem e os meios de comunicação social, desde a televisão até à Internet.

Mas é, sem dúvida, na escola e, frequentemente, através do livro, que aprendem de forma mais organizada a sistematizar as informações e os conhecimentos, a pensar, a olhar com espírito crítico a realidade circundante, a problematizar o mundo, a encontrar resposta para os problemas que enfrentam, a respeitar as  diferenças étnicas, sociais e pessoais e, muitas vezes, a interiorizar os seus direitos e deveres, como pessoas  e como cidadãos. Enfim, o contacto com o livro enriquece culturalmente o indivíduo e promove a sua  autonomia. Para já não falar, especificamente, da importância do livro e da leitura para o melhoramento da  competência linguística oral e para a aprendizagem do código escrito da sua própria língua.

De ano para ano vamos tendo cada vez a sensação mais nítida de que aumentam os problemas relacionados com a competência linguística oral e escrita dos jovens em geral, problemas esses denunciados diariamente  pela própria família, pelos meios de comunicação social  e, claro, amargamente constatados por todos os  professores. É visível e constrangedora a dificuldade de certos adolescentes em exporem claramente um  raciocínio. No âmbito da escrita já não são só os problemas ortográficos, mas é também o domínio deficiente da pontuação, da acentuação gráfica, da própria construção sintática da frase, bem como o da  construção de um simples texto.

Neste contexto, afigura-se-nos óbvia a importância do livro e da leitura como fonte de saber e de cultura e  como meio eficaz de aperfeiçoamento linguístico. Todavia, o difícil é ser capaz de conduzir as crianças e os  jovens à leitura, quando estão rodeados de tantas e tão diversificadas solicitações e quando, por vezes, até  o próprio meio familiar parece avesso a esta atividade e a tudo o que com ela diretamente se relaciona  (nomeadamente, consagração efetiva de uma parcela do tempo livre à leitura, discussão de aspectos sobre os quais o livro que lemos nos fez refletir, exteriorização do prazer de ler, visita regular à biblioteca e à  livraria e aquisição habitual de livros).

Não pretendemos refletir aqui sobre as razões sociológicas desta falta de tempo familiar para a leitura, senão mesmo falta de vontade, mas é certo que ela não contribui minimamente para a motivação intrínseca para ler  que as crianças e os jovens deveriam ter.

Por outro lado, se a própria comunidade escolar (digo, comunidade escolar, e não só professores de  Português) não conseguir mostrar aos alunos uma atitude muito positiva em relação ao prazer de ler, quer a  finalidade seja informativa ou recreativa, e se não encarar a biblioteca como um espaço de cruzamentos curriculares, de modo a que a sua dinamização seja contínua e feita por todos, dificilmente conseguirá cativar  os alunos para a leitura. 

Primeiro de Julho dia Mundial das Bibliotecas. Vamos valorizar?

Todos pela dinamização das Bibliotecas Escolares e Públicas.

Filipe de Sousa

Texto publicado no jornal: GAZETA VALEPARAIBANA

terça-feira, 3 de julho de 2012

EDUCAÇÃO DE QUALIDADE


Na atual sociedade, promover a “educação de qualidade” não é fácil; e não é para qualquer um! 

Podemos considerar Educação, como a promoção do desenvolvimento da capacidade intelectual e moral das pessoas. 

A educação é um processo que envolve o desenvolvimento de todas as características humanas, podendo ser também considerada como cortesia, respeito, conhecimento e atitude. 

Atualmente, a educação está ligada com conhecimentos. O conhecimento não tem barreiras, é a vontade própria que está movendo as pessoas cada vez mais próximas da educação. 

Mas para que todas as razões acima, como respeito mútuo, justiça. Solidariedade, igualdade sejam obedecidos, é preciso, sem dúvida de um sistema educacional eficaz, não de mentira. 

Algumas das saídas propostas aqui são: 

a) Uma educação gratuita, compulsória e de “qualidade”; 

b) Melhorar significativamente a educação infantil; 

c) Aprimorar as necessidades básicas do ensino jovem, por meio de acesso livre a programas de aprendizagens totalmente apropriados; 

d) Atingir, o mais rapidamente nível de alfabetização de adultos; 

e) Melhorar a qualidade da educação no Brasil e facilitar o acesso de todos à educação, seja primária ou secundária. 

Talvez esta discussão seja somente uma utopia diante de muitos pensadores, filósofos, estudiosos, cientistas, universitários e populares, porém é importante ressaltarmos que uma educação de qualidade serve para condições básicas e essenciais para a convivência em grupo, seja familiar, social e no sucesso profissional! 

“Educação não é algo que se guarda na gaveta de casa, mas este é para a cidadania.” 

Autor: Alexandre Vieira 
Professor Especialista pela UNIFESP - Escola Paulista de Medicina 

Publicado na Gazeta Valeparaibana de Julho 2012-07-01 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

SOBRE A MATEMÁTICA

A matemática é a ciência do raciocínio lógico e abstrato. Esta ciência vem sendo construída ao longo dos séculos. 

Resultados e teorias milenares se mantêm válidos e úteis e, ainda assim, a matemática continua a desenvolver-se permanentemente. 

Registros arqueológicos mostram que a matemática sempre foi parte da atividade humana. Ela evoluiu a partir de contagens, medições, cálculos e do estudo sistemático de formas geométricas e movimentos de objetos físicos. 

A matemática se desenvolveu principalmente na Mesopotâmia, no Egito, na Grécia, na Índia e no Oriente Médio. 

A partir da Renascença, o seu desenvolvimento intensificou-se na Europa, quando novas descobertas científicas levaram a um crescimento acelerado que dura até os dias de hoje. 

A matemática é usada como uma ferramenta essencial em muitas áreas do conhecimento, tais como engenharia, medicina, física, química, biologia e ciências sociais. 

Um dos educadores que fizeram isso com maestria foi o professor Júlio Cesar de Mello e Souza (1895-1974), que usava o pseudônimo de Malba Tahan (foto). “O que considero mais relevante nos livros do professor Júlio Cesar é a junção genial de ciência, imaginação, matemática e cultura árabe”, diz Cristiane, que é estudiosa da obra do autor. 

O livro mais conhecido de Malba Tahan, “O Homem Que Calculava”, é um conto matemático. São narrativas que se desenrolam com a personagem Beremiz Samir e utilizam conceitos como história da matemática, resolução de problemas e etnomatemática, entre outros. 

Malba Tahan conquistou leitores no mundo inteiro, através da matemática, e mostrou que o aprendizado da ciência pode ser muito divertido. 

Em sua homenagem, o dia do seu aniversário, 6 de maio, foi decretado o Dia Nacional da Matemática. 

Eu mesmo já li esse livro três vezes. 

Edição:Filipe de Sousa

sábado, 23 de junho de 2012

INFLUÊNCIA DOS POVOS NA CULTURA BRASILEIRA

Por: Antônio Carlos Vieira

Falta de conhecimento ou discriminação!

Nos livros didáticos consta que a formação do povo brasileiro se deu por influência do negro (nativo africano) do índio (nativo americano) e dos portugueses. Posteriormente vieram se somar a nossa populção: alemães, espanhóis, holandeses, poloneses, italianos, japoneses, coreanos, etc.

A impressão que fica é que a influência dos nativos americanos (índios) e nativos africanos (negros) foi menor por se tratar de apenas dois povos!. 

Esta impressão é reforçada pelos grandes meios de comunicação que mostram nossos nativos e os africanos de forma homogênea. Os índios são mostrados como fossem iguais em todo o território nacional e os negros como se tivessem vindo de um único país com uma única cultura.

sábado, 16 de junho de 2012

A PEDAGOGIA DO PARADOXO


Letramento – palavra bonita, não? 

Ultimamente é moda utilizá-la em propostas, discursos e conferências educacionais, e quem ainda não a adicionou em seu léxico pedagógico, é visto com maus olhos. Sua pronuncia soa como a solução de todos os problemas ligados à aquisição da leitura e da escrita, talvez até cure os mais variados tipos de dislexia dos educandos brasileiros, inclusive os de origem patológica.  

Como? Letrando-os de acordo com a visão dos Parâmetros Curriculares Nacionais, principalmente o de Língua Portuguesa destinado ao ensino de 1ª a 4ª séries. 

Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) – em tese é o que há de mais moderno no campo educacional brasileiro, na prática não passa de confusão metodológica. Para os mais esperançosos, talvez seja esse, o PCN de Língua Portuguesa, o “Redentor” que salvará a educação brasileira do analfabetismo.  

De que modo? Mergulhando os alunos nos mais diversificados gêneros textuais – eu rogo para que não os afogue nesse  tsunami  intelectual, já que a maioria nem domina as correspondências entre grafemas e fonemas que, segundo pesquisas científicas internacionais e nacionais (como é o caso de estudos desenvolvidos pelo laboratório de neuropsicolinguística cognitiva da USP), deveriam ser ensinadas durante a alfabetização. 

Alfabetização – vocábulo que não se encontra mais em voga em tempos construtivistas, ou, dentro de uma visão mais otimista, palavra que sofrera certo tipo de mutação didático-pedagógica: a qual alterou seus cromossomos ABC para o método global. Sua definição, segundo os PCNs, está totalmente em discórdia com as visões de um simples dicionário ou das mais criteriosas pesquisas internacionais, e no que diz espeito à sua aplicação dentro da sala de aula, foge totalmente à metodologia adotada por países desenvolvidos: o método fônico. 

Método Fônico  – no Brasil, tais palavras são palavrões; em países como Finlândia, França, Dinamarca, Inglaterra, Estados Unidos e Austrália, nada mais é do que o que há de mais eficaz no processo de alfabetização, visto que sua ênfase está voltada ao ensino explícito das correspondências entre os grafemas e os fonemas e para o desenvolvimento da consciência fonêmica e fonológica. 

Como já foi dito anteriormente, no Brasil virou tendência falar-se em letramento e todos os seus mais variados conceitos que o engloba, porém, particularmente, oponho-me a tal ideia, a partir, entretanto, do momento em que o termo em questão transforma-se em esquiva construtivista que visa à negação de uma alfabetização organizada, sistemática e, por tanto, metodizada. 

É comum, nos cursos de pedagogia, nos depararmos com uma formação docente voltada para ensinar nossos futuros alunos a brincarem e dançarem enquanto estiverem em âmbito escolar. Porém, futuramente, quando o Ministério da Educação (MEC) aplicar suas provas de CONTEÚDOS TRADICIONAIS, será que os alunos poderão responder “nesse momento estávamos brincando de roda”? Ou, em outras palavras: faço-os dançarem e, na hora da prova, eles... 

A – (  ) respondem corretamente a questão. 
B – (  ) comemoram por saber a resposta certa. 
C – (x) dançam... 

Condena-se, alegando ensino mecanicista e tradicional, a aplicação, a transmissão de conteúdos e a memorização dos mesmos e até do abecedário, porém, paradoxalmente, treinam os alfabetizandos, a partir de uma abordagem ideovisual (método global), a memorizarem visualmente as palavras e, o que é pior, aplica-se exames empiristas. Ora, se é proibido codificar e decodificar palavras, como é que os construtivistas leem a Psicogênese da Língua Escrita?  

E se não se pode ensinar os educandos as habilidades necessárias para a codificação e decodificação, como 
eles aprenderão a ler e a escrever? 

Diante de tudo isso, não é difícil perceber a estratagema política arraigada nos documentos oficiais brasileiros que, por caráter natural de sua própria nomenclatura, deveriam orientar a educação nacional, e não ao contrário. Ficando, em suas entrelinhas, uma pergunta que só os ousados podem se dar ao luxo de questionar e responder: a quem tal disparidade pedagógica beneficia?  

Eu já questionei, agora passo a você, portanto, a tarefa de responder o enigma do MEC.

Edvaldo dos Reis Oliveira Filho 
edvaldofilho_oliveira@hotmail.com 
http://edvaldodosreis.blogspot.com/ 

sábado, 9 de junho de 2012

LUTAR OU CONTINUAR ASSIM


Genha Auga – Jornalista MTB: 15.320 

O imediatismo tomou conta de nossas vidas e na velocidade que tudo acontece, caminhamos para a exaustão e trocamos caminhos por atalhos; nossas crianças pulam etapas da infância e homens e mulheres com medo de envelhecer perdem o bom senso.

A cada momento são lançados no mercado, livros, músicas e filmes na mesma proporção em que surgem produtos milagrosos para emagrecer, anabolizantes para definir o corpo, ervas milagrosas para curar doenças, tudo em nome da beleza e sucesso imediato, sem primar pela saúde, qualidade e ética.

A hierarquia está às avessas; filhos mandam nos pais, alunos desrespeitam professores, bandidos enfrentam polícia, menores vão para a noite sem os adultos, assassinos vivem livremente e nós ficamos presos em casa. 

 Nossa realidade está cada vez mais cruel, enfrentamos quimeras de uma democracia que queima pontes que nos fazem perder conexão com as verdades. Estamos acumulando informações e não conhecimentos, permitimos que a televisão despeje em nossas salas a violência sangrenta e suja e programas que “emburrecem”. Estamos enfrentando o caos, mães competem com ratos para garantir a comida e com drogas para não perderem seus filhos. 

Como marcar um compromisso com o futuro se estamos nas mãos de manipuladores que nos destroem, pisoteando valores imprescindíveis para formação do caráter e substituindo por outros que determinarão um futuro que não será dos melhores? 

Precisamos lutar, mesmo que a solução pareça cada vez mais distante. Se não dermos o primeiro passo, nunca a alcançaremos, caminhemos unidos pela força e façamos obras de nossa própria autoria, deixaremos um passado limpo e teremos vivido intensamente por uma causa justa e, só assim, nossas crianças aprenderão para depois construir. Nossa luta é imprescindível para soltar as amarras desse confinamento moral e social a que estamos submetidos e sair desse quadro de miseráveis e alienados ao qual nos emolduraram. 

Necessitamos reaver nosso direito de ir e vir, de estudar, comer e viver dignamente. Boca vazia não enche barriga, mente vazia não enche a alma e sem luta não se chega a nada.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Me engana que eu gosto...

Qual é a embalagem do açúcar que você compra? 
Saco plástico. 
Onde vem o sal que você compra? 
Em saco plástico. 
E a farinha de trigo, de mandioca, o fubá, o feijão, o arroz nosso de cada dia? 
Todos embalados em sacos plásticos. Onde é que você coloca as frutas e os legumes que você compra no supermercado? 
Em sacos plásticos. 
Onde vem os remédios que você compra nas farmácias? 
Em sacolas plásticas. 

E, por acaso, esta profusão de sacos plásticos que fazem parte do seu dia a dia não poluem o ambiente? 
Não destroem o planeta? 
O único saco plástico que polui é a sacola plástica que você recebe dos supermercados? 
Aquelas mesmo que você recicla colocando seu lixo de casa. 
Aquelas que, se for civilizado, você usa para apanhar e descartar as cacas do seu cachorro. 
Aquelas mesmo que as grandes redes de supermercado querem parar de fornecer a você na hora das compras. 

E o que eles dizem? 

Que elas são as responsáveis pela poluição do nosso planeta. Por que só elas? 
Só o plástico com que elas são feitas poluem rios, destroem as matas, tornam nosso mundo menos habitável? 
Mas porque só elas? 
Quem disse? 

As grandes redes de supermercado. 

E quem ganha com isto? 
O planeta? 
Me engana que eu gosto. 

Além dos fabricantes de rolos de sacos de lixo, que também são feitos de plástico, quem mais ganha com a proibição das sacolas de plástico são as grandes redes de supermercado que, a partir de agora, em cidades como São Paulo e Belo Horizonte, por exemplo, não terão mais despesa alguma com o consumidor. 

Depois que ele pagar — e muito bem — os produtos que comprar o problema de levar os produtos para casa passa a ser só do consumidor. 

Como você vai levar seus produtos para sua casa? Problema seu. 
Até porque não são eles que vão entrar nos ônibus cheios, nos trens lotados, no metrô entupido, nas barcas sobrecarregadas, levando uma caixa de papelão. 

Uma mala sem alça. 
E ainda querem convencer você, pessoa de boa fé, que está ajudando na reconstrução do planeta. 
Não é meigo? 
Não. 
Acho cínico. 

E a parte deles? 
Bom, eles vendem a você sacolas retornáveis. 
E sabe o que acontece dentro delas? 

Se você não limpá-las, adequadamente, lavando com água e sabão, bactérias e fungos crescem dentro delas. 
Sabia também que o correto seria usar uma sacola para carnes, outra para vegetais e outra para produtos de limpeza? 
Sabia que elas não podem ser feitas de produto muito resistente, com muitas tramas? 
Porque as bactérias se entranham nos tecidos mais fortes com mais facilidade. 

E então? 
Mais tranquilos? 
Vai dar trabalho, ficará mais caro e você ainda acha mesmo que vai ajudar a salvar o planeta? 
Já existem sacolas de material que se deteriora em pouquíssimo tempo, por que os supermercados não adotaram essa alternativa? 

Por uma questão muito simples: L U C R O, não interessa a eles salvar nenhum planeta, interessa aumentar seus lucros e pegaram carona nessa mentira. 


Leda Nagle


Texto retirado no Jornal Gazeta Valeparaibana

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A gentileza no nosso dia a dia...


Será que a vida moderna dificulta relações com gentileza, ou é possível ser uma pessoa ocupada, sem abrir mão da delicadeza no trato com o outro? 

Buscamos cada vez mais a interatividade, por meio do avanço tecnológico e do desenvolvimento da civilização. Passamos o dia inteiro conectados a pessoas das mais variadas localidades. Somos capazes de estabelecer contato com praticamente todos os cantos do planeta, a hora que quisermos. 

Porém, as relações interpessoais próximas parecem cada vez mais superficiais. Seguindo por este caminho, da distância e indiferença, palavras como cortesia, empatia e amabilidade parecem mais além da nossa realidade, dia após dia. 

Afinal, será que a vida moderna dificulta relações com gentileza, ou é possível ser uma pessoa ocupada, sem abrir mão da delicadeza no trato com o outro? 

Como ser gentil enquanto enfrentamos o trânsito caótico das grandes cidades e o dia-a-dia tão cheio de tarefas e obrigações? 

São tantos os motivos que podemos facilmente nos convencer de que a falta de cuidado com o próximo não é nossa culpa, assim como a forma como somos tratados. 

Estamos acostumados a ver a agressividade exaltada, considerada um meio indispensável para o sucesso, é elogiado o homem forte, o executivo agressivo, duro e arrogante. Será que essas atitudes conquistam a confiança alheia e o sucesso duradouro? 

O que acabamos esquecendo é que, antes de tudo, o ato de ser gentil beneficia, mais do que a qualquer outro, a nós mesmos. Uma teoria publicada pelo professor Sam Bowles, do Instituto Santa F é ( E U A ) ,  chamada de “sobrevivência do mais gentil”, afirma que a espécie humana sobreviveu graças à gentileza. 

Segundo Bowles, os grupos altruístas cooperam e colaboram mais para o bem-estar do próximo e da comunidade, a fim de garantir a sobrevivência. Outro estudo, realizado pela professora Sonja Lyubomirsky, da Universidade da Califórnia, demonstrou também que a gentileza pode nos deixar mais felizes. 

Ela pediu a um grupo que praticasse atitudes gentis durante dez semanas, e verificou que a felicidade  aumentou consideravelmente no período do estudo. 

Gentileza significa uma boa educação emocional, aprendida e desenvolvida em todos os ambientes que convivemos. É o bom tratamento, uma qualidade ou caráter de alguém nobre, generoso, que ajuda a manter e fortalecer os laços entre as pessoas. 

As pesquisas nos mostram que ser gentil tem uma finalidade pessoal e coletiva, é a prova de que quando tomamos atitudes em prol do outro, automaticamente, e muitas vezes sem perceber, recebemos de volta o bem que fizemos. 

A teoria do professor Sam Bowles pode ser demonstrada por brigas no trânsito, por exemplo, em lugares com uma concentração grande de pessoas, onde vidas se perdem pela simples falta de compreensão com as atitudes alheias. 

Vivemos na defensiva, temendo que os outros possam nos machucar. Mas há diversas formas de se comprovar que atitudes mais solícitas e gentis só tendem a melhorar a qualidade de vida e as relações interpessoais. 

Sabemos, também, que só temos a ganhar quando privilegiamos a gentileza, ao invés da brutalidade e ignorância. A grande característica da gentileza é que ela está presente, na maioria das vezes, nas atitudes cotidianas e simples. 

Ouvir mais, por exemplo, ser paciente, justo e solidário, são atitudes simples, mas importantes para tornar-se uma pessoa mais próxima perante o outro. Estimular a amizade pode ser uma forma de se exercer a generosidade e a gentileza. 

O que nunca devemos nos esquecer é que o poder de modificar aquilo que nos cerca está dentro de nós, a parte mais importante do trabalho acontece no interior do nosso ser, purificando nossos corações. 

Somente nós mesmos transformaremos nossas vidas em existências mais dignas, plenas e verdadeiras. 

Da redação

Texto retirado do jornal: Gazeta Paraibana

terça-feira, 22 de maio de 2012

PAIS EDUCADORES


1) Atualizem -se e estudem com seus filhos. Estimulem-nos a ter seu horário de estudo em casa. A ter disciplina.

2) Perguntem sempre: o que vocês aprenderam na escola, hoje? Seu filho(a) vai ter que prestar atenção e cumprir com as tarefas escolares para responder, isto vai ajudá-los a não participarem de confusão.

3) Dê o exemplo. Mostrem como é legal ler e estudar. Leiam o que eles leem na escola.

4) Leiam para eles. Esse simples ato evitará a dificuldade de quem ainda está aprendendo a ler.

5) Descubram se seus filhos tem alguma dificuldade de relacionamento na escola. Incentivem- nos a ser simpáticos, fazer amigos, admirar seus professores, aprender a valorizar um profissional.

6) Vão a todas as reuniões de pais e mestres. Participem e dêem a sua opinião.

7) Informem -se sobre os problemas da escola: há professores que faltam demais?

8) Façam elogios sinceros e reconheçam o potencial de seu filho ou filha.

9) Jamais permitam que os filhos abandonem os estudos ou faltem às aulas sem precisar.

10) Acompanhem a ficha avaliativa dos filhos e comemorem os avanços! O importante é que eles se sintam valorizados.

11) Conversem com os dirigentes escolares e participem do Conselho Escolar.

12) Dar uma Educação de Qualidade, para cobrar uma educação de qualidade da escola, isto é papel dos pais.

Texto retirado no :Gazeta Valeparaibana