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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Procurando a Superioridade (atualizado)

Por Antônio Carlos Vieira

Neste final de semana estava eu no Shopping Center (Central de Vendas) e tomei um susto ao parar em frente a uma loja de vender roupas. Em cima de um tabuleiro com diversas camisas da "POOL" tinha uma tabuleta escrita “TO SALLES”. Um adolescente (aparentando uns 16 anos de idade) olhou e falou: engraçado, antigamente quando se vendia um produto se colocava a tabuleta escrito “VENDIDO”, no produto, e agora se escreve o nome do comprador!!!! Resolvi dar uma volta e encontrei uma outra loja que também vendia roupas, na entrada tinha um cartaz com a seguinte propaganda “use xxx é FASHION é moda” (traduzindo daria "Use xxx é MODA é MODA" !!!!!). Se for relacionar os nomes das lojas escritos em Inglês ou Francês iria ficar muito extenso!!!

Foi então que passei a lembrar de alguns causos (atualmente se usa a palavra CASOS): quando foi aprovado e regulamentado a Lei sobre as Centrais de Atendimento Telefônico, no dia seguinte, eu estava passando em frente a um bar e escutei durante o Jornal Nacional (Rede Globo) : foi regulamentada a lei das “CALL CENTER” (se pronuncia Cou center)!!! Outro fato de foi o Jornal O Globo OnLine, e até mesmo na campanha pra presidente,  se escrever o nome do Brasil escrito desta maneira BRAZIL!!! Onde trabalho esta em andamento a organização de um “WORK SHOP” (amostra de trabalhos)!!!


Em uma conversa que tive com uma professora, de Inglês, eu perguntei :por que se comemorava o “HALLOWEEN” (Dias das Bruxas) em algumas escola particulares do Brasil? Ela me respondeu que precisamos conhecer outras culturas pra melhorar a nossa (cultura)!!! Então eu tornei a perguntar: e para conhecer as outras culturas é necessário se comemorar os dias festivos dessas outras culturas? Para um professor de Geografia perguntei :porque, cada vez mais, as pessoas estão incorporando tantas palavras inglesas ao nosso vocabulários? Ele me respondeu que as pessoas estão ficando mais inteligente e estão tentando aprender um idioma que seja mais fácil (eu não concordo com isso). Então ironizei fazendo outra pergunta: quer dizer que o sujeito pra se achar mais inteligente tenta aprender um idioma mais fácil? E tornei a perguntar: misturar os dois idiomas não irá tornar a coisa ainda mais difícil? Nós dois casos, dos professores, percebi que ambos deram uma respostas tentando esconder que valorizam mais o que os pessoas de outros países fazem do que nós próprios brasileiros fazemos e pensamos.
Adesivo utilizado nas eleições presidenciais do Brasil
Na minha opinião os principais fatores que as pessoas se utilizam de tantas palavra de idiomas estrangeiros (principalmente o Inglês) se dá pelos motivos:

a) por que acha que é bonito.

b) se sentem inferiorizado e por isso tentam falar e imitar costumes de países, do chamado Primeiro Mundo pensando, pensando que irão se tornar um cidadão mais superior (o tal problema do complexo de inferioridade do povo brasileiro).

c) a influências dos sistemas de informática, onde a grande maioria dos sistemas de informação e manuais utilizados são escritos, na sua grande maioria, em inglês.


Depois de se chamado de chato (várias vezes) e ter escrito esses texto também chato, só tenho a dizer até (aqui no Nordeste ainda se utiliza o inté) ou deveria dizer BYE BYE?
Depois de muito tempo encontrei este vídeo de um baiano chateado:



Texto relacionado:

TEXTO ORIGINAL NESTE ENDEREÇO:

terça-feira, 17 de maio de 2011

ASSASSINANDO A LINGUA PORTUGUESA


Por Antônio Carlos Vieira

Adesivo utilizado nas eleições presidenciais do Brasil
          O Ministério da Educação lançou um Livro Didático “Por uma vida melhor”, para 465 mil estudantes jovens e adultos e vem causando a maior polêmica. O problema é que o livro defende uma suposta supremacia da língua oral sobre a língua escrita e admitindo a troca de conceitos “certo e errado” por “adequado e inadequado”.

          Este procedimento está causando a maior polêmica aos que defendem a norma culta e erudita. Só que esta polêmica me chamou a atenção um fato interessante, a Língua Portuguesa vem sendo adulterada e achicalhada já faz um bom tempo. Basta vermos a imensa quantidade de palavras inglesas que estão sendo utilizadas no nosso dia a dia (já faz um muito tempo) nos livros escritos, nos telejornais e até mesmo na internet. A grande maioria destes termos existi equivalente no vocabulário Português e não vi ninguém se manifestar em defesa do Português escrito de forma culta e erudita. Em algumas ocasiões, no mesmo assunto, se usa palavras em Português e no mesmo instante se utiliza a palavra em inglês significando a mesma coisa, veja vídeo, com um trecho do Jornal Nacional da Rede Globo noticiando sobre as Centrais de Atendimento ou “CALL CENTER” (se pronuncia coll center), logo abaixo :

          Não podemos defender supremacia da Linguagem Oral sobre a Língua Escrita e também não podemos admitir uma mistura da Língua Inglesa com a Língua Portuguesa. Tem que se deixar claro que Linguagem Oral é uma coisa e Linguagem Escrita é outra, da mesma maneira que Inglês, Português, Francês, etc, são idiomas diferentes e não se deve incorporar palavras de idioma em outro quando já existe o termos correspondentes.

          Os argumentos para se usar tantas palavras inglesas junto a língua se faz por vários motivos: acham o inglês mais bonito, é “CHICK” (ou seria chique!!!), temos que enriquecer o nosso idioma (puro complexo de inferioridade), que o inglês é mais fácil (feito pra pessoas com deficiência de inteligência!!!), etc e etc. Já os que querem mudar as Regras Gramaticais e igualar a escrita a Linguagem Oral estão procurando desculpara para não ter que aprender o Português corretamente (preguiça) ou tem deficiência de inteligência para aprender o idioma corretamente.

          O mais estranho, nisso tudo, é que em Portugal é proibido publicar livros, em Português, colocando-se palavras inglesas quando da existência das mesmas no vocabulário da Língua Portuguesa.

ATUALIZAÇÃO (20-05-2011 as 15:00h)
          Abaixo outro vídeo onde se discute a publicação de um livro (lançado pelo MEC) que gerou discussão sobre a Linguagem Oral Portuguesa e a Língua  Portuguesa Escrita, com Monica Waldvogel da TV Globo: