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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

PRECISAMOS FALAR SOBRE A MISS CANADÁ

Por Nathali Macedo

No século da diversidade, há alguma coisa mais antiquada do que concursos de beleza? Pior: Há algo que faça menos sentido do que eleger apenas uma mulher que represente uma “beleza universal” que simplesmente não existe?

O Miss Universo, maior deles, é mais obsoleto que aparelho de fax. Mais cafona que os quadros de Romero Britto. Mais desnecessário que os tweets de Janaína Paschoal.

Mas a indústria da moda insiste, e esses concursos atravessam os anos, invictos, e se mantêm como um pedaço horrendo de tempos que já deveriam estar superados: Os tempos em que promover a futilidade, a competição feminina e a ditadura da beleza não é só aceito – é lucrativo.

Este ano, o vexame não poderia ter sido maior: A Miss Canadá Siera Bearchell foi duramente criticada nas redes – e pelos apresentadores da Band, Cássio Reis e Renata Fan, é bom ressaltar – por estar supostamente acima do peso. “Ela não tem corpo de miss”, repetiam insistentemente.

domingo, 26 de junho de 2011

A doutorice e a educação.

Por Antônio Carlos Vieira


O primeiro caso de solicitação para alfabetização, ocorrido no Território Brasileiro, foi feito, ao Governo Português quando do início da colonização do Brasil. O pedido foi feito por uma índia (analfabeta) que gostaria de ver o seu povo saber ler e escrever. Tratava-se da índia, mulher de Caramuru.
Não se sabe até que ponto é verdade, mas alguns historiadores atestaram: Madalena Caramuru – filha da Índia Moema com o lendário Diogo Álvares “Caramuru”, um dos primeiros colonizadores do Brasil – foi a pioneira na luta pela alfabetização das mulheres no Brasil. Em carta escrita em 1561 ao jesuíta Manoel da Nóbrega, a cabocla pedia que as crianças indígenas fossem tratadas com dignidade. Entre outras coisas, queria que meninos e meninas indígenas aprendessem a ler. Mas, veja só, nem todas as mulheres estavam de acordo. Nóbrega levou o pedido à regente de Portugal, D. Catarina, que negou, argumentando que a iniciativa de Madalena era ousada e perigosa. Na educação, assim como em outros quesitos, as mulheres ainda esperariam um longo tempo para conseguir igualdade de condições com os homens.
Durante o governo do ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, que só tem o chamado Antigo Primário, e por isso é chamado de analfabeto e outros adjetivos, foram construídas 14 Universidades Federais (maior quantidade construída em um único governo), 117 campis de universidades (todas no interior do país), ampliou as vagas nestas universidades de 113,9 mil para 222,4 mil entre 2003 e 2010, criou acesso as universidades através do PROUNI para mais de 400 mil alunos carentes econstruiu 214 Escolas Técnicas (oferta de 500mil matriculas).
A população brasileira (inclusive grande parte dos professores) foi educada a acreditar que só deve ser deputado, senador e presidente quem passou pela Universidade, comprovando casos de doutorice (clique aqui). Existem muitos casos de pessoas criticarem o ex-Presidente Lula por este não saber falar Inglês e não se dão conta que ele era Presidente do Brasil e o idioma oficial é o Português e o Brasil não é e nunca foi colônia de nenhum país com este idioma. Somos ex-colônia de Portugal e por isso a herança do Idioma Português!
Mas, se formos fazer uma pesquisa por esse Brasil afora e nos últimos anos, precisamente depois do Regime Militar, iremos notar que os políticos que mais fizeram pela educação não são os chamados Doutores. O caso mais impressionante foi o do Governo de FHC (Fernando Henrique Cardoso), onde foi proibido a construção de novas Escolas Técnicas pelo Governo Federal, ocorreram demissões de professores de universidades e até ameaça de fechamento ou privatização de algumas delas.

BIBLIOGRAFIA:
Revista de História - Biblioteca Nacional 
ANO 5 Nª49 OUTUBRO 2009

terça-feira, 17 de maio de 2011

ASSASSINANDO A LINGUA PORTUGUESA


Por Antônio Carlos Vieira

Adesivo utilizado nas eleições presidenciais do Brasil
          O Ministério da Educação lançou um Livro Didático “Por uma vida melhor”, para 465 mil estudantes jovens e adultos e vem causando a maior polêmica. O problema é que o livro defende uma suposta supremacia da língua oral sobre a língua escrita e admitindo a troca de conceitos “certo e errado” por “adequado e inadequado”.

          Este procedimento está causando a maior polêmica aos que defendem a norma culta e erudita. Só que esta polêmica me chamou a atenção um fato interessante, a Língua Portuguesa vem sendo adulterada e achicalhada já faz um bom tempo. Basta vermos a imensa quantidade de palavras inglesas que estão sendo utilizadas no nosso dia a dia (já faz um muito tempo) nos livros escritos, nos telejornais e até mesmo na internet. A grande maioria destes termos existi equivalente no vocabulário Português e não vi ninguém se manifestar em defesa do Português escrito de forma culta e erudita. Em algumas ocasiões, no mesmo assunto, se usa palavras em Português e no mesmo instante se utiliza a palavra em inglês significando a mesma coisa, veja vídeo, com um trecho do Jornal Nacional da Rede Globo noticiando sobre as Centrais de Atendimento ou “CALL CENTER” (se pronuncia coll center), logo abaixo :

          Não podemos defender supremacia da Linguagem Oral sobre a Língua Escrita e também não podemos admitir uma mistura da Língua Inglesa com a Língua Portuguesa. Tem que se deixar claro que Linguagem Oral é uma coisa e Linguagem Escrita é outra, da mesma maneira que Inglês, Português, Francês, etc, são idiomas diferentes e não se deve incorporar palavras de idioma em outro quando já existe o termos correspondentes.

          Os argumentos para se usar tantas palavras inglesas junto a língua se faz por vários motivos: acham o inglês mais bonito, é “CHICK” (ou seria chique!!!), temos que enriquecer o nosso idioma (puro complexo de inferioridade), que o inglês é mais fácil (feito pra pessoas com deficiência de inteligência!!!), etc e etc. Já os que querem mudar as Regras Gramaticais e igualar a escrita a Linguagem Oral estão procurando desculpara para não ter que aprender o Português corretamente (preguiça) ou tem deficiência de inteligência para aprender o idioma corretamente.

          O mais estranho, nisso tudo, é que em Portugal é proibido publicar livros, em Português, colocando-se palavras inglesas quando da existência das mesmas no vocabulário da Língua Portuguesa.

ATUALIZAÇÃO (20-05-2011 as 15:00h)
          Abaixo outro vídeo onde se discute a publicação de um livro (lançado pelo MEC) que gerou discussão sobre a Linguagem Oral Portuguesa e a Língua  Portuguesa Escrita, com Monica Waldvogel da TV Globo: