segunda-feira, 30 de abril de 2012

Os Abandonos das Escolas Públicas


Escola Mun. Sebrão sobrinho
Povoado Mundo Novo
Itabaiana - Sergipe
Sempre estamos acostumados ouvir falar do abandono das Escolas Públicas pelo Poder Público. Analisando as críticas parei para observar e notei que não existe uma estatística de quantas escolas existem abandonadas (se existem não são divulgadas) e os motivos por que tais fatos ocorrem. E o mais interessante é que este abandono nem sempre parte do poder público, existe uma parcela de colaboração e cumplicidade dos moradores e usuários destas escolas. 

Como eram as Escolas Públicas

O que vou descriminar aqui é a minha experiência de vida, ocorrida no Estado de Sergipe e não uma pesquisa científica efetuada para tal.

Na década de sessenta as escolas, principalmente da Zona Rural, eram geralmente escolas com duas salas de aula e que normalmente só funcionava uma sala de aula. Era raro o funcionamento destas escolas com duas salas de aulas

Já nas áreas urbanas, as escolas já tinham uma estrutura semelhante ao que conhecemos hoje, tinham várias salas de aulas, diretoria e geralmente mais de um professor/a. 

A distribuição dos alunos nas escolas urbanas eram feitas por séries, idade e sexo. Já nas escolas Rurais não existiam essa distribuição, até por que os alunos ficavam todos em uma única sala e com uma única professora. 

Uma particularidade da época era como os professores eram contratados (ainda não existia a figura do Concurso Público). Os professores eram contratados por convite ou indicação política e não existam aquela obrigação de se contratar professores formados em Licenciaturas especificas de cada área. Era comum se chamar um engenheiro na cidade para ser professor de matemática, um advogado para ser professor de Português, etc. Nas escolas rurais os professores eram pessoas que moravam próximas as escolas e que possuíam pelo menos o primário. Quando não existia alguém na comunidade, em condições de ser professor, era comum se contratar alguém na cidade mais próxima e era levada de carro, todos os dias letivos, até essas escolas. 

Nesta época, as escolas classificavam os alunos nos seguintes graus de estudo: primário , ginasial, científico ou acadêmico e ensino superior (Universidade). 

Para o aluno sair do primário e ir para o Ginasial era necessário se fazer o “Concurso de Admissão” (que hoje já não existe mais) e para o aluno entrar na universidade era necessário prestar o “Concurso do Vestibular (que existe até os dias de hoje)".Tanto o Concurso de Admissão e o Concurso do Vestibular era uma avaliação feita em uma prova escrita com todo o conteúdo dos anos de estudos nas séries anteriores. 

Extinção do Concurso de Admissão nas Escolas Públicas 

Um dos marcos que trouxe uma mudança radical, em relação a importância das Escolas Públicas, foi a extinção do chamado "Concurso de Admissão". Depois que os alunos, do chamado “Ensino primário”, não precisaram mais prestar o Concurso de Admissão para ingressar no Ensino Ginasial, passou a ocorrer um fato interessante, a classe média começou a retirar seus filhos das Escolas Públicas (que até então eram tidas como as melhores) e passaram a colocarem, os filhos, nas Escolas Particulares. Isso fez com que de uma certa maneira os administradores públicos perdessem o interesse de valorizar as escolas públicas. Não se esqueçam que os alunos de classe médias que estudavam nas escolas públicas eram filhos destes mesmos administradores. 

Nesta observação, notei que essas escolas são abandonadas seguindo padrões em várias localidades. Neste padrões é fácil notar a influência de ganho ou perda de poder econômico da população que provoca movimentos populacionais e algumas mudança de hábitos. 

Os tipos de abandonos

Geralmente as escolas são abandonadas ou mantidas de maneira deficiente por descaso dos chamados Administradores Públicos, mas existem muitos casos que os abandonos ocorrem por perda de importância das escolas nas localidades em que estão inseridas. Com o decorrer do tempo, as populações localizadas em torno destas escolas perdem ou ganham poder econômico e quando não, as localidades onde estão inseridas, estas populações, mudam o status em relação as localidades mais próximas (esse fato ocorre mais nas áreas urbanas). 

Perda de importância da escola naquela localidade. 

Desde a década de 1970, as áreas Rurais estão perdendo contingentes populacionais que estão se deslocando para viverem nas cidades (Êxodo Rural), geralmente a procura de melhores serviços de saúde, educação e também a procura de trabalho. Essa movimentação faz diminuir a quantidade de matriculas ou mesmo inexistirem a presença de crianças, na Área Rural, na idade escolar. Com a grande diminuição nas matriculas, nestas escolas, fica menos dispendioso transportar estas crianças para a sede do município com o uso do chamado transporte escolar. 

Nas cidades é comum os bairros mais antigos serem ocupados por atividades comerciais e prestação de serviços. Os moradores desses antigos bairros residenciais, geralmente vendem seus imóveis a empresas e procuram ir residir em outros bairros. Isso faz com que a perda e inexistência das matriculas ocorram em muitas escolas localizadas neste bairros. Neste caso há uma perda de matriculas das escolas localizadas nos bairros próximos aos centros comerciais e aumento de matriculas nos bairros mais periféricos, ou seja, ocorre um deslocamentos de matriculas na Rede Pública. 

Mudança de poder aquisitivo da população

Depois que eliminaram a Prova de Admissão, a classe média passou a valorizar mais as Escolas Particulares e muitas escolas localizadas em bairros onde grande parte da população melhorou o poder aquisitivo, houve uma grande perda de matrículas. Isso vem ocorrendo muitos nestes conjuntos habitacionais construídos pelo governo. Nos últimos dez anos, em muitos desses bairros houve uma melhoria salarial e essa nova classe média absorveu os valores culturais da classe média já existente, ou seja, a valorização das escolas particulares em detrimento das escolas públicas. Muitas destas escolas, localizadas nestes conjuntos habitacionais, estão sendo utilizadas por alunos de bairros periféricos vizinhos. O correto seria a construção das escolas nos bairros periféricos para evitar o transporte e movimentação dessa grande massa de alunos, só que o governo por questões de economia, na construção de novas escolas, prefere gastar com transporte! 

As escolas totalmente abandonadas


EM. Agsotinho J. Caetano
Povoado Taperinha
Itabaiana - Sergipe
Muitas destas escolas sofrem um grande processo de mudança estrutural na ofertas de cursos, tem o objetivo de sua existência mudando, passando a se tornar escolas de Ensino profissionalizante ou mesmo são transformadas em Centros (ou escolas) de Excelências com regime integral. Mas, as escolas totalmente abandonadas (ocorrem mais nas Zonas Rurais) são geralmente depredadas pela população local, quando se deveria dar um novo destino ao Patrimônio Público. Muitas dessas escolas poderiam ser transformadas em postos de saúde ou mesmo centros comunitários, principalmente as localizadas nas Zonas Rurais (os chamados povoados).

Texto: Antônio Carlos Vieira - Professor de Geografia
Fotos de Abércio Filho - Professor de História


Texto publicado na : Gazeta Valeparaibana

Textos relacionado: 
As Escolas Superfantásticas
Educação de Supermercado I

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Qual idioma é o mais dificil do mundo?



Muitos dos que estudam línguas estrangeiras querem saber que língua é a mais difícil do mundo. Os lingüistas dizem que não há uma resposta precisa para esta pergunta, porque tudo depende da língua nativa do estudante e outros fatores. Os neurofisiologistas acreditam, porém, que o chinês ou o árabe podem ser descritos como os idiomas mais difíceis do mundo, pois, até para o cérebro dos falantes nativos de chinês ou árabe é difícil de percebê-los.

Especialistas de lingüística dizem que as complicações em aprender uma língua estrangeira dependem do idioma falado da pessoa que estuda uma língua estrangeira. Por exemplo, o idioma russo, que é geralmente considerada como uma das mais difíceis do mundo, não será muito difícil de aprender para os ucranianos ou os tchecos. No entanto, um turco ou um estudante japonês pode nunca ser capaz de estudar russo - eles podem achar que é incrivelmente difícil de aprender.

Os idiomas chinês, japonês e coreano são consideradas línguas mais difíceis do mundo do ponto de vista da linguagem escrita. No Japão, por exemplo, crianças estudam durante 12 anos. A metade deste tempo é dedicada a apenas dois temas: o idioma japonês e matemática. Para serem certificados , os alunos da escola secundária japoneses passam os exames que testam os seus conhecimentos de 1.850 hieróglifos. Para ler um artigo de jornal, um japonês precisa de saber pelo menos 3.000 hieróglifos.Do ponto de vista da afinidade, a língua basca - euskara - pode ser considerada uma das mais difíceis línguas do mundo para aprender. Este idioma não está relacionado com qualquer outro grupo linguístico, não importa vivo ou morto. O Livro Guinness dos Recordes dá outro exemplo - o chippewa. Este é um dialeto da ojibwe - uma tribo indígena no Canadá e nos EUA. Há também a haida - uma língua indígena tribal no noroeste da América do Norte. O tabasaran - uma língua nativa de um grupo étnico no Daguestão ( República caucasiana da Rússia) também é extremamente difícil, junto com o esquimó e línguas chinesas.

Os cientistas norte-americanos de Defense Language Institute em Monterey fizeram um ranking das línguas mais difíceis do mundo para estudar. O grupo de línguas as mais fáceis (para falantes nativos do inglês) incluem: afrikaans, dinamarquês, holandês, francês, crioulo haitiano, italiano, norueguês, português, romeno, espanhol, suaíli e sueco.

O segundo grupo um pouco mais difícil é composto das seguintes línguas: búlgaro, dari, farsi (persa), alemão, grego (moderno), hindi, urdu, indonésio, malaio.

Os seguintes idiomas são as mais difíceis: amárico, bengali, birmanês, checo, finlandês, hebraico (moderno), húngaro, khmer (cambojano), lão, filipino, nepalês (tagalog), polaco, russo, servo-croata, sinhala, tailandês, tamil, turco, vietnamita.

E, finalmente, as línguas mais difíceis do mundo (para os falantes do inglês) são: árabe, chinês, japonês e coreano.

Curiosamente, o hebraico e o árabe, que pertencem ao grupo linguístico semita, foram classificados em diferentes níveis de dificuldade. Esta peculiaridade é o mesma e para falantes nativos de ambas as línguas. Uma pesquisa realizada pelos cientistas da Universidade de Haifa revelou que era mais difícil para mesmos árabes ler textos em árabe do que para os judeus e ingleses (ou americanos). A razão para isso é tão simples como notável: o cérebro humano processa os caracteres escritos dessas línguas de forma diferente.

Sabe-se que as funções dos hemisférios direito e esquerdo do cérebro humano são diferentes. A parte direita do cérebro é responsável pela resolução de tarefas abstratas e processamento de informações do modelo. A parte esquerda é especializada em discurso distintivo e textos. O hemisfério cerebral direito é responsável pela intuição e é capaz de metáforas de compreensão. A parte esquerda lida com a realização de apenas do significado literal das palavras.

Cientistas israelenses analisaram a atividade do cérebro durante a leitura e distinção das palavras entre os falantes nativos de Inglês, árabe e hebraica. Os voluntários participaram de dois testes. Durante a primeira etapa, foram-lhes mostradas palavras e combinações de letras sem sentido em sua língua nativa. Os entrevistados tiveram que decidir se as palavras tiveram algum significado, enquanto os pesquisadores foram registrando a precisão e a hora em que as respostas foram dadas.

Durante o segundo teste, aos voluntários mostraram palavras em ambos os lados esquerdo e direito da tela - primeiro em um, em seguida, em dois. O cérebro, assim, teve de analisar os caracteres indicados no hemisfério esquerdo ou direito separadamente .

Os resultados foram muito interessante. Os voluntários que falam Inglês e hebraico podiam ler as palavras facilmente com um dos hemisférios, independentemente do outro. Os resultados apresentados pelos entrevistados de língua árabe eram diferentes. Ao ler o árabe, o hemisfério cerebral direito não pode funcionar sem usar os recursos do hemisfério esquerdo. A leitura dos símbolos da língua árabe escrita ativa sistemas cognitivos do cérebro, os cientistas concluíram. Portanto, se quiser desenvolver sua mente, opte por estudar a língua árabe.

Peculiaridades similares foram descobertos durante os testes entre os chineses e anglofalantes. Os pesquisadores observaram a atividade cerebral dos portadores do chinês e inglês no momento em que eles estavam ouvindo a sua voz nativa. Anglofalantes tiveram apenas a parte esquerda do cérebro ativada. Como para os chineses, ambos os hemisférios cerebrais estavam trabalhando.

Muitos dialetos da língua chinesa tem quatro tons principais, e o cérebro precisa ser totalmente ativado em processar tais informações. Estranhamente, a gramática chinesa é uma dos mais fáceis do mundo. Palavras chinesas não mudam gramaticalmente em tudo .


Aliás, os anglofalantes que estudam a língua profissionalmente, dizem que o Inglês não é tão simples quanto puder parecer. O inglês tornou-se internacional por acaso, diz o filólogo Philip Seymour do Reino Unido. Gramática inglesa é difícil de aprender e compreender, acredita.

Comparando a velocidade de leitura para instrução entre as crianças em 15 países europeus, Seymour registrou o progresso mais rápido atingirem as crianças dos países de línguas românicas (França, Itália, Portugal). Mas a leitura nas línguas do grupo germânico (alemão, Inglês) é muito mais complicada, segundo ele. Talvez, por isso, nos países de língua inglesa haja mais crianças a sofrer de dislexia - dificuldade de perceber o texto escrito. A complexidade da sua língua nativa é que as mesmas letras em diferentes combinações são pronunciadas de forma diferente.

Yana Filimonova

Pravda.Ru
Leia original em russo

terça-feira, 17 de abril de 2012

Perguntas que os alunos fazem!!!!!!

Acredito que todos professores passaram  por situações como a da figura abaixo. E o pior é que o professor tem que escutar essas perguntas sem questionar!!!!!


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Trânsito, questão de educação e cultura.

É comum escutarmos pessoas se vangloriando que melhorou de vida e o item que demonstra isto é justamente a aquisição de um carro. Além de servir de transporte individual, o carro é sinônimo de status junto aos demais membros da sociedade. Quando mais caro e luxuoso, mais demonstra o status de melhor qualidade de vida. Pelo menos isso é o que pensa a grande maioria das pessoas. Mas, será que uma sociedade que tem o carro particular como status social e principal meio de transporte individual  tem realmente uma boa qualidade de vida???

Se olharmos as estatísticas dos acidentes de trânsito em nosso país, irá perceber que o uso do carro, como principal meio trasporte individual e portanto uma mercadoria na sociedade de consumo, fez aumentar o volume  de carros em nossas cidades de uma maneira que praticamente ficou difícil se falar em não poluir o meio ambiente, difícil de se trafegar e as nossas cidades se tornou um ambiente perigoso.


As medidas necessárias para tornar nossas cidades menos poluídas e menos perigosas seria se utilizarem de transportes públicos coletivos de boa qualidade e o uso de bicicleta como principal meio de transporte individual. O problema é que em nosso país se investe muito pouco nos transporte coletivos de massa e a importância do uso da bicicleta está sempre em segundo plano. Basta darmos uma olhada nos nossos sistemas de transporte público em qualquer grande cidade e a pouca  ou inexistência de ciclovias em nossas cidades.


Segundo estatísticas do IBGE, a cidade com a maior quilometragem de ciclovias implantadas, até 2011, é a cidade de Aracaju-SE. Só que a grande maioria dessas ciclovias são improvisadas e as ligações destas ciclovias com passagens entre avenidas são perigosas. O ciclista tem de se arriscar atravessando de uma avenida para outra onde na realidade deveria existir sinalização e semáforo dando preferência de passagens aos ciclistas (o que não ocorre!!!).

Para se entender melhor a importância do uso da bicicletas é bom assistir sobre a implantação e importância do uso da bicicleta na Holanda, no vídeo abaixo:
OBSERVAÇÃO: Para escutar  ao som vídeo vá até o quadro da rádio e desligue o som da mesma.

Texto relacionado: Dirigindo Bêbado

terça-feira, 3 de abril de 2012

Governo Anastasia “inova”: Coloca alunos de séries diferentes na mesma classe

por Raphael Ramos, Jornal OTEMPO, sugestão de Daniel
Várias séries em uma única sala, incrível!!!

Os alunos de escolas estaduais mineiras começam a testar uma novidade que gera controvérsia entre pais, autoridades e especialistas: as turmas unificadas. Por meio de um ofício, publicado em janeiro, a Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG) ‘orientou’ as escolas a adotarem a estratégia no caso de turmas com poucos alunos matriculados. Na prática, estudantes de séries diferentes dividem a atenção de apenas um professor.

A medida vale para as turmas de 1º ao 9º ano do ensino fundamental. A subsecretária estadual de Desenvolvimento da Educação Básica, Raquel Elizabete Santos, afirma que a mudança é uma tentativa de melhorar o aprendizado. “Já se sabe que estudantes apresentam melhor rendimento quando os trabalhos são realizados em parcerias ou grupos. Por isso, a unificação de turmas é uma maneira de trabalhar melhor os alunos”, afirmou. A subsecretária garante ainda que antes de unificar as turmas, as escolas deverão levar em conta o estágio de aprendizagem dos alunos.

Já a presidente do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Estado de Minas Gerais (Sind-UTE), Beatriz Cerqueira, afirma que a medida vai dificultar a aprendizagem dos alunos e que é apenas uma maneira de o governo reduzir custos. Beatriz promete acionar o Ministério Público Estadual (MPE) para tentar proibir a novidade.

“Imagina seu filho de 6 anos na mesma sala de um de 9 anos. O conteúdo curricular é muito diferente, isso causa uma dificuldade de aprendizagem. E os professores não foram treinados”. A mesma metodologia foi implementada no Estado do Mato Grosso, onde as entidades de classe também recorreram ao MPE.

Especialistas

Para a psicóloga e professora do Centro Universitário UNA Lecy Moreira, da maneira como ele foi implementado, o modelo dificilmente terá bons resultados. Ela afirma que estudantes, principalmente aqueles em processo de alfabetização, precisam de atenção constante dos educadores, o que ficaria mais difícil com a mistura da conteúdos.

A diretora do Centro Pedagógico da UFMG, Tânia Costa, tem a mesma opinião. De acordo com ela, as novas turmas teriam que ser formadas após serem traçados os perfis dos estudantes. “Os alunos precisariam ter níveis de aprendizado próximos. Isso pode ser feito com o objetivo de desenvolver aptidões dos jovens ou então fazer com que um aluno em um nível mais baixo consiga evoluir em contato com outra turma mais à frente”, explicou.

O Estado ainda não tem o número de escolas que aderiram ao projeto.

Legislação

O Ministério da Educação informou que não se manifestaria sobre a orientação da SEE/MG. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, “os Estados têm autonomia para definir sua organização de ensino”.

Fusão

Aulas começam e pais reclamam

Na Escola Estadual Professora Adelina da Conceição Silva, em Bela Vista de Minas, na região Central, a criação de uma turma unificada tem sido motivo de reclamação de pais de alunos. Eles entendem que os filhos serão prejudicados ao assistirem aula com estudantes de uma série mais avançada.

Desde ontem, 11 alunos de 6 anos, do 1º ano do ensino fundamental, juntaram-se a uma turma do 2º ano, com 23 estudantes de 7 anos, e formaram uma sala com 34 crianças. O filho da doméstica Tatiana Cristina Alves, 24, que entrou na escola neste ano, é um dos alunos.

O menino, com 6 anos, terá a companhia de colegas mais velhos na mesma sala de aula. A situação incomoda a mãe dele. “Meu filho está aprendendo a ler e a escrever. Eu acho que ele vai ter mais dificuldade porque vai ter que conviver com muitas informações diferentes. Vai confundir a cabeça dele”, disse Tatiana.

Para a doméstica, como toda criança que está em processo de alfabetização, seu filho precisa de uma atenção mais próxima com a professora. “Com tantos alunos, ela não vai conseguir ajudar a todos”, reclamou.

A diretora da escola Professora Adelina, Conceição Aparecida Silva, disse que a unificação das turmas foi necessária pelo baixo número de inscrição no 1º ano (11 alunos). Apesar de reconhecer que não houve um trabalho nem de adaptação do conteúdo nem da rotina dos professores, ela afirma que não haverá prejuízos aos estudantes. “Somos da rede estadual e temos que seguir a legislação. Estamos nos planejando para atender os alunos da melhor maneira”, disse Conceição. (RR)

Minientrevista com Raquel Santos, subsecretária de desenvolvimento da educação básica

“O professor não precisa de uma capacitação”

Os professores serão capacitados para ministrar as aulas?
Não há necessidade de uma capacitação. Em sua formação, os professores já são habilitados a trabalhar com grupos diferentes. Mas já estamos distribuindo cartilhas com orientações e também realizando oficinas.

Haverá redução da carga horária?
Não há diminuição da carga horária. Nos ciclos iniciais, os alunos terão as quatro horas e dez minutos como previsto em lei. No caso das turmas do ciclo final, os professores vão lecionar todo conteúdo das matérias normalmente.

O que será feito com o excedente de professores?
Eles serão remanejados para outras escolas e também para atuar em tempo integral.(RR)

TEXTO RETIRADO NESTE ENDEREÇO:

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