sábado, 22 de dezembro de 2018

Quais os riscos de tratar meninas como princesas e meninos como príncipes?

Para pesquisadoras em educação e gênero, declaração da futura ministra Damares Alves, retoma cultura tradicional de gênero que estratifica o papel de meninas e meninos


 



A declaração da pastora Damares Alves, futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, surgiu como uma possível resposta aos abusos sexuais a que meninas e mulheres são acometidas no Brasil. Ela colocou que as mulheres têm que ser cuidadas desde a infância e também na escola como forma de combater os casos. [a futura ministra revelou que sofreu abusos de dois pastores durante a infância].

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

CNE aprova Base Comum Curricular do Ensino Médio

Aprovação do documento também vem na esteira das mudanças pretendidas pela Reforma do Ensino Médio. MEC precisa homologar o documento

 

O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou na terça-feira 4 a Base Nacional Comum Curricular para o Ensino Médio. A votação contou com a participação de 20 conselheiros, 18 deram votos favoráveis ao documento e dois se abstiveram.

sábado, 1 de dezembro de 2018

Mudanças no Enem: quais os riscos?

Os efeitos serão, possivelmente, de aumento das desigualdades educacionais entre os jovens com a Reforma do Ensino Médio, e o papel do Enem será legitimá-las

Por Ana Paula Corti

Enem se consolidou no Brasil como um exame popular, de alta procura e que vem servindo para democratizar o acesso à universidade. Alcançou esse status em meio a contradições como, por exemplo, sua articulação com um forte processo de expansão do ensino superior privado, com o ProUni e o Fies. Mas não é isso que pretendo abordar aqui.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Três ideias sobre doutrinação e “ideologia de gênero” na escola que são falsas

Em tempos de debate político, informações erradas circulam nas redes sociais sobre educação; entenda o que elas significam de fato
 

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Clicar, em vez de viver, tornou-se norma

por Marsílea Gombata — publicado 01/04/2013 10h37, última modificação 24/12/2013 08h51
Pelo mundo, fotógrafo carioca registra compulsão dos turistas em retratar suas viagens com câmeras digitais
No projeto de Seixo, fotografia
 passa a fazer o papel da natureza,
 instaurando-se como realidade física
Em meio ao burburinho da sala onde fica o quadro Mona Lisa, no Museu do Louvre, em Paris, o fotógrafo Fabio Seixo percebeu algo não exatamente errado, mas exagerado. Os visitantes se espremiam para disparar os flashs da máquina e ter a foto de uma das imagens mais intrigantes e conhecidas do mundo. A guerra para fotografar a musa enigmática imortalizada por Leonardo da Vinci revelava, ali, algo maior: a necessidade de se vivenciar, por meio da foto, a experiência do presente.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

A incrível máquina de escrever digital VI

As grandes empresas e grande parte dos órgãos públicos costumam oferecer cursos e seminários para funcionários e convidados, mesmo com toda a tecnologia existente é comum o uso de grande volume de papéis. Normalmente esses cursos e seminários são presenciais, os inscritos ao chegarem ao local do evento recebem grande quantidade de panfletos de todas espécie, ou seja, é grande a movimentação de papéis e pessoas.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

A incrível máquina de escrever digital V

Com o surgimento das máquinas de escrever (Máquinas de Datilografia) o acesso e a circulação de informações em diversas formas de documento aumentou consideravelmente para todos em todas as classe sociais. Foram criadas escolas e ensinados métodos e técnicas que permitiram as pessoas escreverem com exatidão e rapidez. Logo depois vieram as Máquinas de Escrever Elétricas, que na prática não se diferenciavam muito, em termo de uso, das antigas Máquinas de Datilografar, há não ser pelo fato que o retorno e avanço do papel que passou a ser feito por um pequeno motor elétrico, mas os documentos continuaram sendo datilografados em papéis, depois levados para as devidas correções e retornavam para serem reescritos com as alterações. Neste mesmo período começaram a aparecer as máquinas elétricas que gravavam o último texto escrito e foram o ponto de partida para as futuras Máquinas de Escrever Digital ( computadores desktop).

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

A incrível máquina de escrever digital IV

O surgimento dos computadores facilitam o arquivamento dos documentos pessoais que são conhecidos atualmente como banco de dados. As empresas comerciais, serviços públicos, escolas, segurança, etc tem guarda os cadastros dos clientes, alunos, funcionários e seguidores de maneira digital e de fácil e rápido acesso. Esses Banco de Dados ficam em computadores interligados em rede local e internet, podendo ser acessado em qualquer parte da empresa e estando a empresa distribuída por vários locais, cidades ou mesmo países.

A incrível máquina de escrever digital III

Os computadores se modernizaram, mas a tecnologia do momento é a internet e com ela veio o poder de se compartilhar serviços. Com o surgimento do compartilhamento é possível várias pessoas trabalharem, ao mesmo tempo, em um único documento e estando em locais diferentes. Quando falo em locais diferente, as pessoas podem está cada uma em suas casas, até mesmo morando em países diferente e conjuntamente estarem escrevendo no mesmo documento ao mesmo tempo (chama-se trabalhar de maneira colaborativa). Ao final do término do trabalho que cada pessoa é responsável de escrever, o projeto já estará pronto. 

Em um documento compartilhado é possível trabalhar várias
pessoas  ao mesmo tempo e sem necessidade de ficar enviando
papeis arquivos digitais para várias pessoas.
Estranhamente, muitas pessoas ainda continuam fazendo projetos onde uma pessoa cria o documento, depois de escrever a parte que cabe a ela, ela envia esse documento (as vezes em forma de arquivo digital e as vezes imprime e envia) e envia para que os outros participantes do projeto vá adicionando a parte correspondente a cada um. Essa maneira de trabalhar é mais demorada, demanda mais gasto de papéis e funciona como os computadores fossem apenas simples máquinas de escrever e não pudessem se comunicar entre si !

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

A quem interessa o fracasso da educação brasileira?

Coordenadora da Contee reflete sobre como os dados do Ideb podem ser utilizados para reforçar propostas como a Reforma do Ensino Médio


Por Madalena Guasco Peixoto


A notícia foi alardeada em toda a imprensa: nenhum estado conseguiu atingir a meta do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para o ensino médio. A projeção de nota para essa fase da vida escolar era 4,7, mas a média nacional ficou em 3,8, avançando apenas 0,1 em relação a 2016. Nos últimos anos do ensino fundamental, apenas sete das 27 unidades da federação atingiram a meta 5. No geral, a média foi de 4,7.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

A incrível máquina de escrever digital II

Antes mesmo do surgimentos dos chamados computadores , apareceram algumas máquinas de datilografar com recursos que serviram de idéia inicial para a criação dos atuais computadores, que foram as Máquinas de Escrever Elétricas.

No início, as máquinas de escrever elétricas foram uma revolução. Tinham um qualidade de escrita impecável e se conseguia corrigir erros de datilografia onde a máquina retornava apagando no máximo uma linha. Mas logo apareceram algumas máquinas que gravavam o último texto digitado e era na realidade uma máquina intermediária entre a antiga máquina de escrever elétrica e os atuais modernos computadores. 

terça-feira, 11 de setembro de 2018

A incrível máquina de escrever digital I

Depois de muitos anos que aposentarem a máquina de escrever, descobri que a maneira de se trabalhar escrevendo documento ainda continua como antigamente. Continua, mas não escrevendo naquelas antigas máquinas de escrever, mas atualmente a grande maioria das pessoas estão utilizando os moderníssimos computadores, que por hora chamo de Máquina de Escrever Digital, por que tem muita gente que usa o computador para escrever os documentos como se estivessem na época das antigas máquinas de escrever!

Existem algumas diferenças básicas que não muda muito o sentido do trabalho feito atualmente com as modernas Máquinas de Escrever Digitais e as antigas Máquinas de Escrever. Entre as várias diferenças, duas se destacam: atualmente as pessoas não fazem mais curso de datilografia e também não escreverem diretamente em um papel físico e sim em um papel virtual que aparece nos chamados monitores.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Luta contra a BNCC do Ensino Médio mostra a vitalidade popular

Em artigo, coordenador da Contee fala sobre os movimentos contrários à aprovação da BNCC do Ensino Médio


Por José de Ribamar Virgolino Barroso

Já por duas vezes neste ano, audiências públicas que discutiriam a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Médio foram canceladas. Na sexta-feira, 10, em Belém (PA), um protesto de professores e estudantes impediu que os conselheiros ocupassem suas mesas e dessem início à audiência. Antes, no dia 8 de junho, a audiência pública programada para acontecer em auditório no Memorial da América Latina, em São Paulo, também foi cancelada, devido a uma intensa manifestação protagonizada por professores e estudantes.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Falso discurso da Escola Sem Partido avança no Congresso

Para coordenador da Contee, projetos da Escola Sem Partido representam a nova Lei da Mordaça


Por João Batista da Silveira

Na terça-feira 8, o deputado Flavinho (PSC) apresentou o projeto da Escola Sem Partido (PL 7180/14) prevendo que cada sala de aula tenha um cartaz com seis deveres dos professores, entre os quais o primeiro é a proibição de que os docentes “cooptem” os estudantes para correntes políticas, ideológicas ou partidárias.

O projeto propõe, na verdade, a escola de partido único, porque proíbe o debate e a livre circulação de idéias nas salas de aula. Para muitos, trata-se de uma verdadeira “Lei da Mordaça”.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

'Em Cuba, aprendemos o lado humano da medicina'

por Deutsche Welle — publicado 06/07/2018 00h15, última modificação 05/07/2018 16h02

Em Havana, a sergipana Sandra Glaucia da Conceição realizou o sonho de estudar medicina. Com o Mais Médicos, veio a oportunidade de retornar ao Brasil


'Fazer esse trabalho é maravilhoso. A população já me conhece. Sou médica da cidade', diz Sandra

Por Clarissa Neher

Na Unidade Básica de Saúde do centro de São Cristóvão, crianças, jovens e idosos aguardam pacientemente para serem atendidos pela médica Sandra Glaucia da Conceição. Muitos dos que esperam fazem questão de serem examinados apenas por ela, que chegou ao município sergipano em 2013 pelo programa Mais Médicos.

Desde então, Sandra, de 39 anos, trabalha na Unidade Básica de Saúde Jânio Teixeira de Jesus, numa região carente do município, o quarto a ser fundado no Brasil. Ela se formou em Cuba e morava na Argentina quando viu no Mais Médicos a oportunidade de voltar a sua terra natal.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

As dores que nos restam são as liberdades que nos faltam

A educação deve ser vista como um meio de igualdade e de ascensão social e não um lugar de reprodução de privilégios

Redação, 25 de junho de 2018


A Declaração da III Conferência Regional da Educação Superior, aprovada dia 14 de junho na Universidade Nacional de Córdoba, nos convoca “a lutar por uma mudança radical por uma sociedade mais justa, democrática, igualitária e sustentável”. O encontro celebrou um século do movimento por reforma do ensino na Argentina, em que os estudantes proclamaram que “as dores que nos restam são as liberdades que nos faltam”. Pobreza, desigualdade, exclusão, injustiça e violência social são dores que existiam à época e que continuam existindo, constataram os participantes da conferência.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

O POVO BRASILEIRO E SUA DESCENDÊNCIA

Por Antônio Carlos Vieira

Quando estudava, se dizia que o Brasil foi formado por índios, negros e português. Posteriormente vieram outros imigrantes, como italianos, alemães, japoneses e coreanos. Se falava da contribuição cultural dos três grupos citados e estava vendido a versão de todos os livros que li até hoje.
Só que a gente vai envelhecendo e nota que esta tal Formação do Povo Brasileiro pode ser explicada de outra maneira.
Eu costumo dividir a população brasileira em três grupos:

a) os que já viviam aqui.
b) os que foram trazidos.
c) os que vieram.

Os que já viviam aqui:

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Quais as consequências da aquisição da Somos Educação pela Kroton?

Em artigo, educadores falam sobre a descaracterização da educação como direito do cidadão e dever do Estado e a criação de mercados educacionais diversos

 
A aquisição do SOMOS Educação pela Kroton evidencia mais uma consequência da equivocada política de desregulamentação da oferta educacional por grupos privados efetivada pelo governo brasileiro que induz a presença de corporações associadas ao capital financeiro como fornecedores prioritários, tanto da oferta direta da educação, quanto na de insumos educacionais, descaracterizando a educação como direito do cidadão e dever do Estado e alimentando a criação de mercados educacionais diversos.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Sem educação, não há democracia; sem democracia, não há educação

O impedimento à uma educação crítica e de qualidade serve perfeitamente aos propósitos dos detratores da democracia


Se há algo que democracia e educação têm em comum, além do fato de uma não prescindir da outra, de não existir em plenitude sem a outra, é a profunda ameaça que paira sobre ambas no Brasil atual. Combalida desde o golpe parlamentar-jurídico-midiático que derrubou a presidenta Dilma Rousseff em 2016, a democracia enfrentou mais um grave abalo nos últimos dias, com a negação do habeas corpus ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Supremo Tribunal Federal (STF), num julgamento que não só rasgou a Constituição Federal — em especial o inciso LVII do artigo 5º da Carta Magna, segundo o qual “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória” — como contribuiu para solapar o próprio Estado Democrático de Direito.

terça-feira, 27 de março de 2018

“A universidade não inclui o preto, periférico e trabalhador”

por Victória Damasceno — publicado 26/03/2018 00h11, última modificação 23/03/2018 18h09

Wellington Lopes, estudante de Ciências Sociais em universidade pública, teme não concluir o curso após corte em bolsa de permanência

O estudante perdeu sua bolsa de auxílio à permanência e agora teme não conseguir concluir o curso
“É aquela fita né, pra gente sempre é mais difícil”. É desta forma que Wellington Lopes define a realidade da população negra, pobre e periférica nas universidades públicas do Brasil. Estudante da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS), o jovem de 21 anos saiu de Poá, no extremo leste de São Paulo, rumo a Paranaíba (MS) no início de 2015 para estudar Ciências Sociais.

O curso lhe deu a oportunidade de pensar a respeito de sua realidade, mas no momento de aplicar a inscrição no Sisu para disputar a vaga a escolha foi pragmática. “Eu não tinha ideia do que eu queria, só queria fazer qualquer coisa. Não importa o que eu fizesse, já seria algo gigantesco para a minha vida.”

quarta-feira, 14 de março de 2018

A formação da identidade profissional dentro das escolas

Para João Batista da Silveira, relação de trabalho dentro das escolas - espaço que deveria ser de vanguarda - segue a lógica da mercantilização do ensino e consequente precarização

REDAÇÃO 9 de Março de 2018


Por João Batista da Silveira 

Escrever ou falar sobre a formação ou identidade de uma categoria é mais fácil quando esta é detentora, além da carreira, de um efetivo programa de formação inicial e continuada. Não é o caso da categoria dos auxiliares de administração escolar ou técnico-administrativo. A começar pelo nome. Sempre que esta categoria é citada, é necessário também acrescentar mais alguns termos para que seja bem entendida. Termos como “todo o pessoal que trabalha em escola privada e não são professores” são usados para ajudar na identificação deste grupo de profissionais.

terça-feira, 13 de março de 2018

A influência das mães de classe média na escola pública

Famílias atuam nas unidades públicas por diversidade, prédios espaçosos e apropriados, alimentação adequada, e mais envolvimento no processo pedagógico

CAROL SCORCE 12 de Março de 2018

O Conselho Escolar é um dos espaços onde os pais podem atuar diretamente
O movimento de mãe e pais de classe média transferirem seus filhos de escolas particulares para escolas públicas tende a se aprofundar em momentos de crise econômica, como a que o país atravessa. Em 2017, 220.767 estudantes matriculados na rede estadual de São Paulo vieram da rede privada, um número 25,8% maior do que os que fizeram a mudança em 2012 (175.404). No mesmo período, o desemprego cresceu de forma alarmante, forçando a classe trabalhadora a abrir mão de serviços privados como educação e saúde.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Por que o Maranhão consegue pagar o maior piso salarial do País a professores?

Com o reajuste de 6,81%, os professores terão como salário inicial 5,750 mil para atuação 40 horas

ANA LUIZA BASILIO 6 de Março de 2018


O Estado do Maranhão anunciou no início do mês o novo piso salarial para os professores da rede pública, com reajuste de 6,81 %. A correção segue a indicada nacionalmente pelo Ministério da Educação para a categoria, com a diferença que, o valor pago pelo Estado, será cerca de duas vezes maior que o piso nacional, que passa a 2,455 mil este ano. Com a resolução, os professores de 40 horas no Maranhão terão como salário inicial o valor de 5,750 mil; os de 20 horas, valor proporcional.

terça-feira, 6 de março de 2018

A educação inclusiva é o alvo a ser destruído pelo autoritarismo

Em artigo, José de Ribamar fala sobre a mercantilização da educação no país e a importância da ação sindical em defesa da cidadania


No último dia de fevereiro, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) entrou com ação, no Ministério Público Federal (MPF), contra o ministro da Educação, José Mendonça Bezerra Filho, por violar a Constituição ao buscar impedir que a Universidade de Brasília (UnB) analise o golpe de 2016, encabeçado por Michel Temer e que depôs a presidenta Dilma Rousseff. É fundamental que o MPF adote todas as medidas administrativas e judiciais para coibir a conduta inconstitucional do ministro.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Quem elege quem?

Cada vez que termina uma eleição sempre ouço de várias pessoas as seguintes perguntas: Por que elegem quase sempre os mesmos candidatos? Como elegem um congresso tão atrasado (às vezes usam o termo “conservador”) que não nos representa?

Para entendermos por que isso ocorre, é preciso analisar por que as pessoas deixam de votar em algum candidato e por que as pessoas, que votam sempre, costumam escolher candidatos já conhecidos ou ligados a esses candidatos conhecidos.

As pessoas que normalmente deixam de votar em algum candidato sempre alegam que não existem candidatos a altura do voto e depois das eleições reclamam que o congresso ficou pior. Não deveriam reclamar, já que deixou

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Capes descredencia cursos em universidades de ponta

USP, UFMG, UFRJ, UNB e PUC-SP perderam programas de mestrado e doutorado; dados são da Avaliação Quadrienal 2017 da Capes

CAROL SCORCE,  16 de Janeiro de 2018


Conhecimento é poder. Em tempos de crise econômica, social e política, pode ainda ser uma arma na retomado do bem-estar coletivo e pessoal. O profissional que conclui um curso qualificado de pós-graduação tem, de modo geral, maiores oportunidades de trabalho. Já os países que investem em pesquisa e inovação tem a disposição estudos que podem se tornar políticas públicas importantes.

A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) analisou 4.175 programas de mestrados e doutorados em funcionamento há pelo menos um ano, atribuindo notas de 0 a 7 para cada um. Aqueles que ganham notas 0, 1 e 2 são descredenciados da Capes – responsável, entre outras atribuições, pela distribuição de bolsas de estudo – e recebem recomendação para fechar; cursos com nota 3 e 4 são classificados como médios e estão credenciados; 5 e 6 como muito bons e de excelência nacional, e 7 são os cursos de excelência, atendendo padrões internacionais de avaliação.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Opinião: melhor forma de combater a violência nas escolas é promover a paz

É preciso compreender as causas das violências e adotar ações com vistas à convivência democrática na diversidade


Por Macaé Evaristo

A escola pública é uma política de promoção da cidadania de caráter universal, inclusivo. Isso implica uma educação provedora, acolhedora e, sobretudo, transformadora para que o exercício pleno dos deveres e direitos seja de fato uma conquista de todos.

Segundo a edição de 2016 do Mapa de Violência, jovens, no intervalo de 15 a 29 anos de idade, representaram quase 60% das vítimas de homicídios por arma de fogo no Brasil no período de 2003 a 2014, embora essa faixa etária representasse não mais do que 27% da população total. Também de acordo com o Mapa da Violência, a incidência de homicídios entre pretos e pardos é quase o triplo da verificada na população branca.