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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Capes descredencia cursos em universidades de ponta

USP, UFMG, UFRJ, UNB e PUC-SP perderam programas de mestrado e doutorado; dados são da Avaliação Quadrienal 2017 da Capes

CAROL SCORCE,  16 de Janeiro de 2018


Conhecimento é poder. Em tempos de crise econômica, social e política, pode ainda ser uma arma na retomado do bem-estar coletivo e pessoal. O profissional que conclui um curso qualificado de pós-graduação tem, de modo geral, maiores oportunidades de trabalho. Já os países que investem em pesquisa e inovação tem a disposição estudos que podem se tornar políticas públicas importantes.

A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) analisou 4.175 programas de mestrados e doutorados em funcionamento há pelo menos um ano, atribuindo notas de 0 a 7 para cada um. Aqueles que ganham notas 0, 1 e 2 são descredenciados da Capes – responsável, entre outras atribuições, pela distribuição de bolsas de estudo – e recebem recomendação para fechar; cursos com nota 3 e 4 são classificados como médios e estão credenciados; 5 e 6 como muito bons e de excelência nacional, e 7 são os cursos de excelência, atendendo padrões internacionais de avaliação.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

É preciso saber ler e escrever?


Desde os primórdios, da existência da humanidade, a necessidade de comunicação entre as pessoas foi uma exigência. Essa exigência se tornou ainda maior com a criação da escrita. No início não existia exigência e necessidade de se aprender ler e escrever. Com o decorrer da história essa exigência surgiu, foi aumentando e se tornou obrigatória em praticamente todas as sociedades. Ironicamente, nos dias atuais, com a modernidade o cidadão não precisa aprender ler e escrever, as máquinas (diversos tipos de computadores) já fazem isso. Hoje uma pessoa pode viver na sociedade, ter acesso às informações, usar máquinas para ler e escrever e sem a necessidade de ser alfabetizado. Para entender melhor vamos ver uma pequena passagem por vários períodos de nossa história sobre a necessidade de se ler e escrever:

No período das cavernas

O homem das cavernas não tinha a necessidade de se usar a escrita e consequentemente a leitura no dia a dia. As pessoas viviam em grupo e os instrumentos de se materializar a escrita ainda não existiam. Alguns elementos registravam de maneira artesanal as ações do dia a dia das comunidades, em forma de desenhos, nas paredes das cavernas. Não se sabe se esses artesões e desenhistas tinham a intensão de registrar para o futuro essas ações ou se faziam por prazer da arte de desenhar.

Os registros eram feitos com pinturas (usavam tintas retiradas das árvores), fazendo ranhuras nas rochas e devido à simplicidade, do material usado, os desenhos também eram simples e transmitiam ações simples.

Surgimento das primeiras cidades

Mesmo depois do surgimento das primeiras cidades e aprimoramento da escrita, poucas pessoas tinham habilidade e sabiam ler e escrever. Esse pequeno número de pessoas que tinham acesso eram decorrentes das dificuldades de acesso as meios de registar a escrita da época. Toda escrita era feita esculpida em pedras, madeiras, pequenas tábuas feitas de barro e em peles de animais (pergaminhos).

As sociedades já se organizavam escrevendo as leis, deixando escrito o modo de vida e já cronometravam a história da sociedade. Embora ainda fosse difícil o acesso, à escrita e à leitura, já existia uma necessidade da existência de pessoas especializadas em registrar os fatos (os primeiros historiadores) em forma de escrita para posterior leitura. Portanto as necessidades da sociedade já exigiam certa quantidade de indivíduos sabendo ler e escrever.

Invenção do papel (papiro)

Com a criação do papel, material de fácil acesso e manuseio para escrita, também cresceu o número de pessoas na sociedade sabendo ler e escrever e foi  quando surgiram os primeiros livros. Passaram a serem registrados as leis, o movimento do comércio, organização social e melhor registro das ações no decorrer do tempo. Portanto se exigindo cada vez mais e criando a necessidade que os cidadãos aprendessem o ofício da leitura.

Com a invenção do papel foi aumentando em milhares de vezes o número de pessoas sabendo ler e escrever, mas ainda não o suficiente para que todos os participantes destas sociedades tivessem acesso e necessidade deste ofício. Os livros ainda eram difíceis de fabricarem, muito caro e difícil aquisição para o poder de comprar da grande maioria da população. Só as pessoas consideradas ricas tinham condições de adquirir livros!

A invenção da imprensa

Com a invenção da imprensa foi criado facilidade de acesso à escrita e leitura por quase totalidade da sociedade. Os livros passaram a ser produzidos em séries, com baixo custo e podendo ser adquiridos praticamente por todas as pessoas da sociedade. Até mesmo pessoas com deficiência visual ou mesmo auditiva passou a ter acesso e necessidade de se aprender ler e escrever.

O poder público passou a registar todas as ações: leis, projetos de construções, política e até fatos cotidianos do dia a dia nos livros. Isso criou a necessidade para que todos os cidadãos aprendessem a ler e escrever e ter convivência da nova sociedade. Para se viver na atual sociedade passou a ser exigida comprovação de estudos para praticamente todas as profissões!

Escrita digital ou virtual

Com a invenção do computador pessoal se tornou possível o acesso à escrita e leitura para todas as pessoas da sociedade. Quando digo todas, estou incluindo os deficientes visuais e auditivos. As possibilidades de aprender ler e escrever se tornaram imensas e o acesso à informação se tornou maior com a criação das redes de computadores (Internet).

Todas as informações que antes eram guardadas em forma de livros passaram a serem ofertadas através das redes de computadores e a necessidade, também facilidade, para que o cidadão tenha acesso às informações se tornaram maiores.

Estes computadores se tornaram tão avançados que até as pessoas deficientes visuais passaram a ter acesso a leitura e escrita sem a necessidade de se saber braile (corre o risco de desaparecer). Foram criados programas que fazem a leitura e escrita digital para os deficientes visuais.

Existem programas de computadores feitos especialmente para leitura dos textos digitais e também programas para gravação, em forma de texto, da voz humana!

O analfabeto é um deficiente visual !

Anel digital que faz a leitura de textos
em vários idiomas.
As pessoas que não sabem ler e escrever tem o mesmo problema que o deficiente visual. O deficiente não lê diretamente a escrita por não poder ver e o analfabeto por não saber interpretar a escrita. Podemos dizer que o analfabeto é um deficiente visual em relação à escrita. Mas devido o grau de perfeição dos atuais meios, de escrita e leitura digital, os dois passaram a ter acesso às informações de maneiras iguais: é só utilizar os computadores.

O avanço da tecnologia criada para dar condições ao deficiente visual ter acesso à leitura e escrita chegou a uma perfeição onde as pessoas, deficiente visual ou não, pode ler e escrever mesmo sendo analfabeta!

Textos relacionados:
Anel digital lê livros para deficientes visuais
CPqD lança app que ‘fala’ o que está na tela do celular a deficientes visuais

Antônio Carlos Vieira
Licenciatura Plena - Geografia (UFS)
http://carlos-geografia.blogspot.com.br

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

CPqD lança app que ‘fala’ o que está na tela do celular a deficientes visuais

Principal ferramenta do aplicativo CPqD Alcance é o aviso sonoro. Outra função é a leitura de texto e lembretes de voz para o despertador.
CPqD lança app Alcance que, por meio de avisos sonoros,
informa a  deficientes visuais o que é exibido na tela de
 smartphones. (Foto: Divulgação/Google) 
O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) lançou nesta terça-feira (3) o aplicativo CPqD Alcance, que facilita o uso de smartphones que rodam Android para pessoas que tenham algum tipo de deficiência visual.

Uma das ferramentas do app responsáveis por isso é o aviso sonoro para que os usuários saibam o que é exibido na tela dos aparelhos.

O app é voltado especificamente para celulares inteligentes que tenham telas sensíveis ao toque. O que ele faz é criar uma nova interface para facilitar a localização das funções em celulares como esse.

O CPqD Alcance divide a tela em seis áreas (atendimento de chamadas, configurações, envio de mensagens etc).

Quando o usuário pousa o dedo sobre o ícone, é informado por um aviso sonoro qual função selecionou. Para escolher um serviço, deve dar um duplo toque.

Outras funções do app são o despertador com lembrete de voz, sistema de localização facilitado e ajuda no deslocamento, além do tocador de música e do leitor de texto.

O aplicativo foi desenvolvido pelo Projeto VozMóvel, desenvolvido pelo CPqD e Centro de Prevenção à Cegueira (CPC), de Americana, no interior de São Paulo.

Para aperfeiçoar o app, deficientes visuais já testaram sua usabilidade. Segundo o CPqD, o aspecto mais importante trazido pelo app foi a autonomia em relação ao uso do smartphone, pois dispensam a ajuda de alguém.

Texto retirado na página do G1, neste endereço:
http://g1.globo.com/tecnologia/tem-um-aplicativo/noticia/2013/12/cpqd-lanca-app-que-fala-o-que-esta-na-tela-do-celular-deficientes-visuais.html


Texto replicado deste endereço: PROINESP

sábado, 19 de outubro de 2013

'Geração do diploma' lota faculdades, mas decepciona empresários

Ruth Costas

Da BBC Brasil em São Paulo
Atualizado em 9 de outubro, 2013 - 17:33 (Brasília) 20:33 GMT


Número de instituições de ensino
 superior mais que dobrou desde 2001
Nunca tantos brasileiros chegaram às salas de aula das universidades, fizeram pós-graduação ou MBAs. Mas, ao mesmo tempo, não só as empresas reclamam da oferta e qualidade da mão-de-obra no país como os índices de produtividade do trabalhador custam a aumentar.

Na última década, o número de matrículas no ensino superior no Brasil dobrou, embora ainda fique bem aquém dos níveis dos países desenvolvidos e alguns emergentes. Só entre 2011 e 2012, por exemplo, 867 mil brasileiros receberam um diploma, segundo a mais recente Pesquisa Nacional de Domicílio (Pnad) do IBGE.

"Mas mesmo com essa expansão, na indústria de transformação, por exemplo, tivemos um aumento de produtividade de apenas 1,1% entre 2001 e 2012, enquanto o salário médio dos trabalhadores subiu 169% (em dólares)", diz Rafael Lucchesi, diretor de educação e tecnologia na Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

sábado, 22 de dezembro de 2012

A Educação Superior merece atenção.

Não pode haver desenvolvimento de um país se não houver investimento em educação. Sempre foi dito que o Brasil era o país do futuro, pois esse futuro está batendo a nossa porta, o momento é agora, o ensino superior tem que continuar crescendo e se tornar acessível a todos. Ainda é pequeno o número de jovens que consegue chegar ao fim de uma faculdade. 

Uma das formas do ensino superior alcançar mais pessoas é através dos cursos de EAD (Educação à Distância). A educação à distância rompe paradigmas, o aluno não precisa necessariamente estar presente para ter um bom aprendizado. 

Uma análise feita pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) constatou que o Brasil está entre os países que mais investe em educação básica e de nível médio no mundo, mas as verbas públicas para o ensino superior e para a pesquisa continuam sendo inferiores. 

Em 2007 foi lançado o PDE ( Plano de Desenvolvimento da Educação ) que dentre outras coisas contém alguns princípios que norteiam a educação superior, entre eles estão: expansão da oferta de vagas; garantia de qualidade; promoção de inclusão social pela educação, garantindo que ela valorize todos os jovens de todas as classes sociais. Ordenação territorial para tornar o ensino acessível inclusive nas regiões mais distantes do país; desenvolvimento econômico e social, para que se formem profissionais qualificados, invista-se em conhecimento científico-tecnológico, pois não existe progresso sem investimento em pesquisa e tecnologia. 

Uma economia forte se faz com pessoas qualificadas, precisamos investir na educação superior com qualidade, para termos competitividade no mercado internacional. Aproveitar nossos estudantes, capacitando-os e qualificando para que possam entrar no mercado de trabalho e competir de igual para igual, mais estudo significa melhores salários, uma boa remuneração gera uma vida mais digna. 

O ensino superior no Brasil abrange um número diversificado de instituições públicas e privadas que oferecem vários tipos de cursos, abrangendo vários níveis de ensino que passam pela graduação e pós- graduação. 

O país está crescendo economicamente e junto com ele cresce a produção. 

Precisamos decidir se queremos investir tempo, dinheiro, tecnologia e qualificar nossos cidadãos, ou se queremos continuar a passos lentos. O mercado exige cada vez mais profissionais de alto padrão. Em um mundo globalizado em que a informação é rápida e dinâmica, em que todos os setores da economia sofrem transformações, o estudante tem que incorporar todas as informações que puder, utilizando de todos os recursos disponíveis para poder competir no mercado de trabalho. 

Para sobreviver nesse novo mercado que se apresenta e para garantir um futuro melhor, com qualidade de vida e dignidade aos nossos cidadãos, precisamos diminuir as desigualdades sociais, permitindo o acesso de todos à educação, ao esporte, a cultura, empreender esforços para que nossos jovens concluam o ensino superior. Uma sociedade mais justa e igualitária se torna uma sociedade melhor. 

Mariene H.de Freitas - email: marihfreitas@hotmail.com 
Professora e Especialista em Direitos Humanos

Texto retirado no JORNAL GAZETA VALEPARAIBANA

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O que falta na educação ?

Nossas crianças do fundamental 

Dois terços das crianças matriculadas no 3° ano do ensino fundamental da rede pública não dominam o básico da matemática, ou seja, não sabem fazer operações simples de somar e subtrair. 

Já entre os alunos de escolas particulares, três quartos sabem o mínimo esperado de matemática. Estes dados sobressaíram da divulgação nesta quinta-feira, 25, do resultado da Prova ABC, que avaliou 6 mil alunos de 250 escolas públicas e privadas das capitais do país. 

Apenas um terço (32,58%) dos alunos da rede pública alcançou o índice que reflete o conhecimento esperado dos alunos do terceiro ano (crianças com idades por volta dos oito anos) segundo escala do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Por outro lado, 74,30% dos alunos da rede privada alcançaram o índice, mais que o dobro dos alunos da rede pública. 

Até cerca de 1860, não existia diferenciação de sapatos para pés esquerdo e direito. Os sapatos eram simétricos, ainda que, em todas as pessoas, os pés direito e esquerdo sejam diferentes entre si. Cabia aos pés do freguês “deformar” os sapatos para adaptá-los ao formato dos pés. Por isso as pessoas tinham tantos calos. Eram muitas batalhas diárias de pés macios contra couros duros. 

Em 2011, a educação brasileira está mais ou menos no mesmo estágio em que estava a indústria de sapatos até 1860. Não importam as preferências, pendores ou interesses dos alunos. Todos têm que estudar as mesmas coisas: basicamente matemática, língua, história e geografia. 

Daí para adiante ensina-se a mais, não o que os alunos desejam aprender, mas todos os tipos de matérias que os educatecas do Ministério da Educação (ou das secretarias estaduais de educação), que controlam a educação brasileira por teleguiado, desejam que eles aprendam. 

Além disso, em nome da participação social e da correção política, adicionam-se todos os tipos de matérias que interessam a grupos militantes de várias causas políticas, ideológicas, sociais ou que estão na moda, desde que os respectivos lobbies ou grupos de pressão tenham capacidade de influir sobre as autoridades para criar mais matéria inútil para as crianças, adolescentes e adultos. 

Não é de admirar, portanto, que os alunos saiam calejados e, de maneira geral incapazes de fazer o que gostam, ou o que o mercado demanda porque foram educados de acordo com critérios que não levam em conta nem os gostos pessoais nem as demandas do mercado. 

Conclusões, várias: 

1. Muita gente infeliz. 
2. Muita gente com dificuldade de arranjar empregos. 
3. Um excesso de informações sobre história de coisas que pouco interessam a qualquer pessoa, fórmulas que poucos sabem como e em que aplicar, leis de física e química que não levam ninguém a conseguir fazer nada de prático com elas, pois foram quase todas ensinadas fora de qualquer contexto. 

Assim, muita gente sabe calcular tensão superficial, mas não tem a menor noção de para que serve isso. 

A verdadeira educação profissional só começa na faculdade e, novamente, é definida por um conluio entre educatecas governamentais e lobistas de grupos de interesse que determinam o que deve ser ensinado a quem estiver interessado em exercer, direito, engenharia, arquitetura, meio ambiente, medicina, etc., para que possam tornar-se membros das ordens e conselhos, pagar anuidades e ter o direito de ganhar o dinheiro. 

Enquanto isso, os bem sucedidos (e viva eles) conseguem sucesso como empresários batendo com a cabeça na parede porque nada lhes foi ensinado sobre isso, fazendo sucesso como líderes de grifes, designers, conjuntos de musicais, atores, jogadores de futebol ou palhaços. 

Notem que todas as pessoas que ganham dinheiro com estas coisas citadas como exemplos no parágrafo anterior fizeram-no graças a uma habilidade inata ou preferida, seja como autodidatas, seja aprendendo seus ofícios fora das escolas que fazem parte dos sistemas formais de educação, que são, em boa parte, financiados com o dinheiro dos cidadãos que pagam impostos ou com mensalidades pagas pelos pais iludidos, para que seus filhos ganhem um diploma, ainda que aprendam, na realidade, muito pouca coisa útil na vida. 

Alguns exemplos para que pensemos um pouco se já não está na hora de derrubar os educatecas e cuidar de uma educação que combine a felicidade do educado com um pouco de criatividade socialmente útil. 

P.S. – Se somarmos todas as horas desperdiçadas tentando ensinar matemática, geometria, álgebra, física e química a um discalcúlico como eu, e tivessem deixado que eu gastasse mais do meu tempo lendo o que me interessava, estou seguro que seria uma pessoa muito mais feliz. Nada do pouco que aprendi de matemática, além de conversões de medidas e moedas (sétima série), me serviu de nada na vida. Nunca. Não contribuiu, nem para o meu sucesso, nem para a minha felicidade, tampouco contribuiu para a felicidade coletiva, como tenho certeza que fizeram Romário e Tiririca, jogando futebol e fazendo-nos rir. 

Anônimo - Via 3º. Setor

Texto retirado do jornal GAZETA VALE PARAIBANA - página 10

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

A briga pelas cotas nas universidades públicas


    O assunto do momento é o problema das cotas na universidades. Tem muito aluno, que estudava em escola particular, se dizendo prejudicado pelo sistema de cotas da universidade e que o direito de entrar na universidade tem que ser iguais. Não pode haver discriminação. O estranho é que o direito a escola pública de qualidade é igual para todos e esses alunos simplesmente abriram mão desse direito (não reivindicaram) e preferiram gastar dinheiro estudando em escolas particulares (questão de status?).

      Os alunos das escolas particulares nunca se preocuparam em saber como funciona e como vai o estado de ensino nas escolas públicas de ensino fundamental. Alias, do jeito que a escola pública funciona beneficia e facilita a entrada desses alunos na universidade, já que irão competir com alunos despreparados devido a qualidade inferior do ensino básico nas escolas públicas.

      Só que agora a universidade limitou metade das vagas para o estudantes oriundos das escolas públicas e a outra metade pra os alunos das escolas particulares. Agora, os pais e alunos das escolas particulares perceberam que os direitos são iguais e entraram na justiça exigindo direitos iguais conforme prega a constituição. Na vida real as pessoas não tem os mesmos direitos e todo mundo sabe disso.

      O estranho é que a escola pública é controlada justamente pela parte da sociedade que estuda nas escolas particulares. Vamos explicar melhor o assunto: quem são as pessoas responsáveis pelas administração e funcionamento das escolas públicas e consequentemente responsáveis de garantir o direito de ensino de qualidade para todos (inclusive para os alunos de escolas particulares)?

Pra responder é só olharmos pelos poderes constituídos: no poder executivo temos governador, secretários, diretores de departamentos e escolas, no poder judiciários temos juízes, desembargadores, defensores públicos, etc e no poder legislativos temos Deputados Federais, Deputados Estaduais, vereadores e Senadores. Todo esse pessoas é considerado da classe media e tem uma pergunta bem simples: quantos desses cidadãos tem seus filhos estudando em escolas publicas do ensino básico?

     Pra clarear mais o assunto tem outra pegunta: o Conselho de Educação é composto por membros em suas maioria provenientes das Escolas Públicas?

      Mas, a pergunta mais inquietante é : se as pessoas responsáveis de melhorar o ensino básico das escolas públicas tem os seus filos estudando nas escolas particulares por que iriam se preocupar em melhorar o ensino público?

Se a pessoas ir a fundo no caso irá perceber que os alunos provenientes das escolas particulares estão exigindo direitos iguais para entrar na universidades por que não tem como pagar uma mensalidade de um curso de medicina nas Universidades Particulares. Agora eles estão sentindo-se discriminado por não terem acesso ao ensino público por problema financeiro iguais aos alunos pobres que não podem estudar em escolas particulares.

      Claro que a pessoas pode sair dizendo que os pobres passem a exigir um ensino público de qualidade. Só que tem um detalhe: o pobre quando faz manifestação é qualificado de baderneiro e vagabundo, pra entrar na justiça não tem dinheiro pra contratar advogado, os agentes públicos responsáveis pela melhoria do ensino público tem seus filhos estudando em escolar particulares e não estão preocupados com os filhos dos outros e sem falar que o ensino de qualidade inferior nas escolas públicas beneficiam seus próprios filhos que terão uma concorrência menor nos vestibulares e concursos públicos para preenchimento dos empregos na administração pública e empresas estatais.

      Esse tipo de organização nas escolas garante que as estruturas sociais permaneçam inalteradas durante o passar dos tempos.

Antônio Carlos Vieira
Licenciatura Plena - Geografia

TEXTO REPLICADO DESTE ENDEREÇO:
http://carlos-geografia.blogspot.com.br/2010/03/briga-pelas-cotas-nas-universidades.html

terça-feira, 15 de maio de 2012

RESPONSABILIDADE SOCIAL


Genha Auga - Jornalista MTB: 15.320


Emília sempre comentava nos intervalos para o café que sua maior alegria, seria ver o filho, Alfredo, entrar na faculdade. Um dia, chegou feliz com a notícia do sonho realizado, Alfredo entrou em uma faculdade particular e esperava ansiosamente pela barbárie do trote a que se submetem os alunos hoje em dia - “bullying” permitido. E assim foi...
Volta e meia, Emilia demonstrava sua preocupação com Alfredo. Percebia que o filho estava mais voltado às baladas e bebedeiras com a turma, emendava tantos feriados que aulas mesmo eram bem poucas. Embora preocupada, foi convencida pelo filho que era difícil essa vida de trabalhar e ficar debruçado nos livros – tinha que se divertir.
Os professores, Ah! Queriam ensinar e não conseguiam manter os alunos em sala de aula. Futuros ídolos que só queriam mesmo brilhar, brilhar!
Passados os quatro anos tão “penosos” para esses universitários, chegou finalmente o tão esperado dia da formatura. E lá estava Emilia às voltas com a comemoração. Contava para todos onde seria a festa; num lugar lindo, muitas luzes, músicas, muita alegria. Todos se formaram! Afinal, o que importava era o filho receber o tão esperado “canudo” - mesmo que com a mente vazia.
Durante esse tempo, não vi Alfredo levar uma vida dura de estudante universitário e sim Emília, trabalhando muito nesses anos todos para pagar a faculdade sempre tão cara e agora para dar um carro ao filho como prêmio pelo esforço. Afinal, como ele sempre dizia à mãe; estudar cansa, estressa.
Mediante este fato que nos dias atuais se repete, reflito sobre esse produto final que é o ensino, tão esvaziado de conhecimento, num país que galga a passos largos a escada da corrupção e atolado na ignorância; vejo um futuro ameaçador para nossa descendência.
Sim, isso mesmo, filhos e pais de universitários! Pois as consequências dessa educação que se expande por esse Brasil afora, será para todos nós, seremos destruídos por essa falta de responsabilidade social.
Mesmo que vocês, “Emilias e Alfredos”, não concordem!