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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

CPqD lança app que ‘fala’ o que está na tela do celular a deficientes visuais

Principal ferramenta do aplicativo CPqD Alcance é o aviso sonoro. Outra função é a leitura de texto e lembretes de voz para o despertador.
CPqD lança app Alcance que, por meio de avisos sonoros,
informa a  deficientes visuais o que é exibido na tela de
 smartphones. (Foto: Divulgação/Google) 
O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) lançou nesta terça-feira (3) o aplicativo CPqD Alcance, que facilita o uso de smartphones que rodam Android para pessoas que tenham algum tipo de deficiência visual.

Uma das ferramentas do app responsáveis por isso é o aviso sonoro para que os usuários saibam o que é exibido na tela dos aparelhos.

O app é voltado especificamente para celulares inteligentes que tenham telas sensíveis ao toque. O que ele faz é criar uma nova interface para facilitar a localização das funções em celulares como esse.

O CPqD Alcance divide a tela em seis áreas (atendimento de chamadas, configurações, envio de mensagens etc).

Quando o usuário pousa o dedo sobre o ícone, é informado por um aviso sonoro qual função selecionou. Para escolher um serviço, deve dar um duplo toque.

Outras funções do app são o despertador com lembrete de voz, sistema de localização facilitado e ajuda no deslocamento, além do tocador de música e do leitor de texto.

O aplicativo foi desenvolvido pelo Projeto VozMóvel, desenvolvido pelo CPqD e Centro de Prevenção à Cegueira (CPC), de Americana, no interior de São Paulo.

Para aperfeiçoar o app, deficientes visuais já testaram sua usabilidade. Segundo o CPqD, o aspecto mais importante trazido pelo app foi a autonomia em relação ao uso do smartphone, pois dispensam a ajuda de alguém.

Texto retirado na página do G1, neste endereço:
http://g1.globo.com/tecnologia/tem-um-aplicativo/noticia/2013/12/cpqd-lanca-app-que-fala-o-que-esta-na-tela-do-celular-deficientes-visuais.html


Texto replicado deste endereço: PROINESP

segunda-feira, 28 de julho de 2014

DEFICIENTE OU CORRUPTO!!!

Um dos grandes problemas em relação aos direitos dos deficientes físicos é a falta de colocação dos instrumentos que facilitem a vida dos mesmos. Entre esses instrumentos podemos citar desde a construção de calçadas, rampas, sinalizações especiais, ônibus adaptados, etc.

Nos estacionamentos públicos ou privados de supermercados, farmácias, shopping, etc é obrigatório se reservar vagas para cadeirantes e idosos. Mas para que isso funcione é necessário educação e respeito por parte da população não deficiente e que eles não ocupem essas vagas. O problema é que a falta de educação e descumprimento da lei é muito comum no dia a dia.

Para todos os eventos esportivos, teatrais, apresentações de filmes (cinemas) e shows de todas as espécies é obrigatório, por lei, se reservar algumas vagas para cadeirantes e na Copa do Mundo no Brasil não poderia ser diferente. Mas a falta de respeito pelas leis e a chamada esperteza de alguns brasileiros, não deficientes, para se conseguir assistir aos jogos foi registrada e mostra que ainda estamos muito longe de sermos o que chamamos uma Sociedade Civilizada!

Abaixo, algumas fotos que mostram flagrantes da esperteza e descumprimento da lei por parte de alguns ditos cidadãos:
Nesta foto um dos cadeirantes se levanta e invade o campo!

O que deveria ser cadeirantes assistindo o jogo em pé!!!!

Outro cadeirante!!!!!
Texto original neste endereço:
http://proinesp-se.blogspot.com.br/2014/07/deficiente-ou-corrupto.html

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

LIMITANDO A ACESSIBILIDADE

A tecnologia foi modernizando os equipamentos e estruturas utilizadas pela sociedade, mas mesmo assim é cada vez mais difícil para as pessoas, com problemas de alguma deficiência, a vida no dia a dia. Tudo é feito para atender as pessoas que não tenham alguma deficiência. Entre as causas que dificultam, a vida das pessoas com algum tipo de deficiência, podemos citar: valorização do transporte individual, falta de respeito as normas de acessibilidade e também o avanço da tecnologia na área de informática.


Valorização do transporte individual
Se observarmos os projetos e construções das novas vias para tráfego de veículos se nota que são construídas com o intuito de facilitar a vida de quem em carro. O CNT (Código Nacional de Trânsito) prevê que a prioridade é o pedestre e o que se vê no dia a dia é que se dá prioridade aos carros. Basta notarmos que tudo é feito para os carros passarem o mais rápido possível e para os pedestre estão construindo passarelas. O problema é que essas passarelas dificultam a vida dos idosos e pessoas com algum tipo de deficiência e isso é feito na impossibilidade de fazer os motoristas respeitarem as faixas de pedestres.

Esse parte da Avenida Tancredo Neves (Aracaju-SE-Brasil) fica bem em frente ao departamento de transito (DETRAN) e fico imaginando neste local não se conseguia e nem se consegue fazer com que os motoristas respeite a faixa de pedestres que aí existia. Por isso se construiu uma passarela(a foto foi retirada o fotografo estando na passarela).

Falta de respeito às normas de acessibilidade
Na construção dos novos edifícios, praças e ruas é obrigatório, por lei, se criar rampas para dar acesso aos cadeirantes. Mas o que se vê é que mesmo as construções mais novas nem sempre respeitam a construção de rampas e ainda tem o caso daquele hábito dos brasileiros não respeitarem os locais onde existem essas rampas. Mesmo quando existe, é comum os motoristas estacionarem em frente a essas rampas e sem falar que muitas dessas rampas são mal construídas que dificultam o uso

É muito comum o estacionarem impedindo o acesso as rampas

Três exemplos de falta de cumprimentos das normas na construção das rampas para acesso dos cadeirantes. A primeira rampa construída a beira de uma ribanceira, a outra rampa foi construída com um poste de ferro o que a tornou inacessível e o terceiro exemplo tem uma inclinação acentuada acima do normal!!!

Avanço da tenologia na área da comunicação
Desde o surgimento dos telefones os deficientes visuais sempre conseguiram utilizar esses aparelhos pelo tato. Os telefones mais antigos de linha, para se fazer a ligação, tinham um disco na parte superior no qual rodando se ligava (discava) para outro aparelho. Os deficientes visuais conseguiam fazer as ligações facilmente já que os número no disco eram sequências e fixos.

Depois vieram os computadores de mesa e telefones portáteis (celulares) no qual é utilizado um teclado com letras e números. Esses telefones permitem fazer ligação oral ou escrita (envio de mensagens). Não fica tão difícil para os deficientes visuais fazerem ligações, bastando que o mesmo decorarem as posições das letras e números no teclado.

Só que com a modernização dos computadores e fabricação dos novos aparelhos utilizando monitores, que são acionados com toques digitais, a coisa se complicou para esse deficientes. Para complicar ainda mais, os programas que gerenciam esses aparelhos ainda não são detectados pelos antigos programas de leitura de tela e que terão de melhorar a tecnologia para que isso ocorra. Por enquanto, de uma maneira geral, só a grande maioria dos aparelhos telefônicos, tablets e alguns caixas de banco estão vindo com o sistema de operação por toque digital. O problema é que cada vez mais os aparelhos de comunicação estão sendo vendidos com essa telas de toque, com teclado digital, substituindo os aparelhos com teclados físicos que facilitam o uso pelo tato.

Essa tecnologia, que facilita o uso do aparelho por toque digital, torna difícil para uso, deste aparelhos, por parte dos deficientes visuais. Tem o problema de quando não forem mais vendidos aparelhos com teclados físicos e detectáveis pelo tato? 

Algumas versões do sistema l já traz recursos para que o mesmo seja operacionalizado pelo toque usando o recurso de voz, mas a dificuldade ainda são grandes e limitadoras. Claro que irão aparecer programas que irão preencher esta lacuna, mas é bom lembrar que serão pagos e o ideal seria a própria empresa que produz, esses aparelhos, se propusesse a fazer o sistema pensando em resolver este problema. Tanto é que os sistemas operacionais dos computadores de mesa e os chamados portáteis têm de instalar programas adicionais para que os deficientes visuais consigam utilizá-los e a grande maioria são pagos!


Antônio Carlos Vieira
Licenciatura Plena - Geografia (UFS)