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domingo, 26 de maio de 2019

Ensino domiciliar é mais um instrumento de privatização da educação

A escola tem importância na convivência social e democrática e na proteção da criança e do adolescente. Despojar o estudante disso é destituí-lo do próprio direito à educação




Por Madalena Guasco Peixoto

Há quase duas semana começou a tramitar no Congresso Nacional o Projeto de Lei 2401/2019, que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, para instituir o ensino domiciliar no âmbito da educação básica.
A intenção inicial do Ministério da Educação era editar uma Medida Provisória até o dia 15 de fevereiro, mas, adiado, o PL, assinado por Jair Bolsonaro no último dia 11, acabou se tornando um dos marcos dos cem dias do governo empossado.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

A morte das ciências humanas vai matar também as exatas

É crucial reconhecer que as descobertas nascem da curiosidade

JAMES BANKS  -  26 DE JANEIRO DE 2016


A ciência está matando as humanidades: eu não sou o primeiro a afirmar isto, nem serei o último. Os líderes norte-americanos estão apressando essa morte, seja por causa das suas prioridades, seja por causa das suas opções políticas. Enquanto muitos estudiosos

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Alunos brasileiros estão na lanterna em ranking de habilidades digitais, diz OCDE

Daniela Fernandes
De Paris para a BBC Brasil


Habilidades para navegar na internet também podem ser ensinadas
com técnicas de leitura clássicas, segundo OCDE

Os alunos brasileiros estão nas últimas posições em um ranking de 31 países que avaliou a habilidade de navegar em sites e compreender leituras na internet elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).


O relatório Estudantes, Computadores e Aprendizado: Fazendo a Conexão,realizado no âmbito do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) da OCDE de 2012, resultou do primeiro estudo da organização que analisa as competências de alunos na área digital.

O Brasil ficou na antepenúltima posição no ranking, à frente apenas dos Emirados Árabes e da Colômbia.

Os melhores resultados foram obtidos pelos alunos

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

O MEDO CAUSADO PELA INTELIGÊNCIA

Revendo meus arquivos de textos que são enviados por amigos, alunos, clientes e até por pessoas que não conheço e que resolvem enviar seus artigos para que eu opine ou simplesmente guarde para publicar numa oportunidade, encontrei uma preciosidade escrita por José Alberto Gueiros e publicada no Jornal da Bahia, há três décadas.

Decidi transcreve-lo aqui pela inteligência do autor e o brilhantismo que abordou o tema.

Quando Winston Churchill, ainda jovem, acabou de pronunciar seu discurso de estreia na Câmara dos Comuns, foi perguntar a um

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Maria Fernanda Arruda: Pátria Educadora ou carta de submissão?

Roberto Leher, reitor da UFRJ

Onde está a ‘Pátria Educadora’?


10/7/2015 13:55

Por Maria Fernanda Arruda* – do Rio de Janeiro, no Correio do Brasil

Os presidentes Lula e Dilma Rousseff reconhecem a educação escolar como instrumento básico para integração do povo brasileiro, independentemente de renda, à sociedade moderna. O que foi feito se orientou neste sentido? O Projeto Pátria Educadora será isso, ou uma carta de submissão ao capitalismo internacional? Quem os assessora?

No último 3 de julho, Roberto Leher assumiu o cargo de reitor da UFRJ, que exercerá até 2019. Seu discurso de posse conteve uma nota simpática e que promete um não-acomodamento nas magnificências de uma reitoria: mencionou

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

CPqD lança app que ‘fala’ o que está na tela do celular a deficientes visuais

Principal ferramenta do aplicativo CPqD Alcance é o aviso sonoro. Outra função é a leitura de texto e lembretes de voz para o despertador.
CPqD lança app Alcance que, por meio de avisos sonoros,
informa a  deficientes visuais o que é exibido na tela de
 smartphones. (Foto: Divulgação/Google) 
O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) lançou nesta terça-feira (3) o aplicativo CPqD Alcance, que facilita o uso de smartphones que rodam Android para pessoas que tenham algum tipo de deficiência visual.

Uma das ferramentas do app responsáveis por isso é o aviso sonoro para que os usuários saibam o que é exibido na tela dos aparelhos.

O app é voltado especificamente para celulares inteligentes que tenham telas sensíveis ao toque. O que ele faz é criar uma nova interface para facilitar a localização das funções em celulares como esse.

O CPqD Alcance divide a tela em seis áreas (atendimento de chamadas, configurações, envio de mensagens etc).

Quando o usuário pousa o dedo sobre o ícone, é informado por um aviso sonoro qual função selecionou. Para escolher um serviço, deve dar um duplo toque.

Outras funções do app são o despertador com lembrete de voz, sistema de localização facilitado e ajuda no deslocamento, além do tocador de música e do leitor de texto.

O aplicativo foi desenvolvido pelo Projeto VozMóvel, desenvolvido pelo CPqD e Centro de Prevenção à Cegueira (CPC), de Americana, no interior de São Paulo.

Para aperfeiçoar o app, deficientes visuais já testaram sua usabilidade. Segundo o CPqD, o aspecto mais importante trazido pelo app foi a autonomia em relação ao uso do smartphone, pois dispensam a ajuda de alguém.

Texto retirado na página do G1, neste endereço:
http://g1.globo.com/tecnologia/tem-um-aplicativo/noticia/2013/12/cpqd-lanca-app-que-fala-o-que-esta-na-tela-do-celular-deficientes-visuais.html


Texto replicado deste endereço: PROINESP

sábado, 19 de outubro de 2013

'Geração do diploma' lota faculdades, mas decepciona empresários

Ruth Costas

Da BBC Brasil em São Paulo
Atualizado em 9 de outubro, 2013 - 17:33 (Brasília) 20:33 GMT


Número de instituições de ensino
 superior mais que dobrou desde 2001
Nunca tantos brasileiros chegaram às salas de aula das universidades, fizeram pós-graduação ou MBAs. Mas, ao mesmo tempo, não só as empresas reclamam da oferta e qualidade da mão-de-obra no país como os índices de produtividade do trabalhador custam a aumentar.

Na última década, o número de matrículas no ensino superior no Brasil dobrou, embora ainda fique bem aquém dos níveis dos países desenvolvidos e alguns emergentes. Só entre 2011 e 2012, por exemplo, 867 mil brasileiros receberam um diploma, segundo a mais recente Pesquisa Nacional de Domicílio (Pnad) do IBGE.

"Mas mesmo com essa expansão, na indústria de transformação, por exemplo, tivemos um aumento de produtividade de apenas 1,1% entre 2001 e 2012, enquanto o salário médio dos trabalhadores subiu 169% (em dólares)", diz Rafael Lucchesi, diretor de educação e tecnologia na Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

segunda-feira, 24 de junho de 2013

EDUCAÇÃO NÃO É COMPETIÇÃO

Cada vez mais aumenta o número de pessoas exigindo que se remunere os professores de acordo com que lecionam e que produzem mais. Todas as opiniões giram em torno de se remunerar os professores através de bônus e só teriam direito a aumento de salário os considerados com bom desempenho (produzem mais e melhor). E como saber qual o professor que trabalha melhor ou pior? Como saber o volume de trabalho do professor? Como saber se o atual professor está educando bem os seus alunos? Quais critérios a serem utilizados?

São perguntas que surgem quando se pensa em remunerar melhor os professores e saber se produzem mais.Para complicar, o que os professores ensinam e como ensinam só mostram os resultados alguns anos depois! A primeira vista se parece uma maneira justa de se estimular os que melhor lecionam e mais trabalham. Mas, as perguntas acima levam a outras perguntas igualmente importantes: como seria a remuneração desses professores? Só os considerados com bom desempenho? Todos com bom desempenho seriam premiados? Só alguns de acordo com as condições financeiras do tesouro (prefeituras, Estados e União)? Como medir o desempenho de um professor?

Tendo em mente as perguntas anteriores, fiquei a lembrar de como eram incentivados, os alunos, quando estudava as primeiras séries (primário e ginasial).

Era comum, naquela época, os melhores alunos receberem prêmios (equivalentes a bonificações que alguns professores, considerados melhores, ja recebem em alguns Estados). Esses prêmios tinham várias modalidades, que foram sendo modificados e extintos com o passar do tempo. Podemos citar os tipos de premiações: aluno com melhor média/nota por disciplina,  aluno com melhor média das turmas da mesma série e aluno com a melhor média do colégio.

Vou citar as premiações mais comuns da época: os melhores alunos por disciplinas eram, geralmente, agraciados com livros das disciplinas que tiveram melhor rendimento. Essa forma de premiação era em sua grande maioria por iniciativa do próprio professor da disciplina. Existia casos do professor premiar o melhor alunos da disciplina nas turmas que lecionava e tinha alguns (caso raro) que premiava o melhor aluno de cada turma.

Tinha a premiação dos melhores alunos por séries, os melhores alunos por séries e disciplinas e por consequência se escolhia o melhor aluno do ano letivo. Estes recebiam livros e medalhas de honra ao mérito. Em algumas ocasiões o melhores alunos do colégio eram premiados com valores em dinheiro.
O prêmio em dinheiro foi proibido nas escolas da Rede Pública e atualmente os livros são fornecidos gratuitamente pelos governos em suas diversas instâncias.

Toda essa premiação era feita para incentivar aos alunos estudarem mais, e os alunos estudavam visando uma provável premiação. Claro que o efeito nem sempre era o esperado. Entretanto, para se tentar incentivar o professor trabalhar melhor (lecionar) estão se criando bonificações (prêmios) para os que forem considerados melhores em uma avaliação feita para tal fim.

Só que essas premiações ou bonificações tem o lado bom e o lado ruim. O lado bom é que realmente ela estimula aos que tem chance de ganhar o prêmio/bônus a estudarem mais para o caso dos alunos e no caso dos professores ele irá intensificar e fazer o possível para conseguir com que os alunos estudem e aprendam (só não sei como irão medir isso).

Mas, essas premiações estimulando uma concorrência como se fosse uma corrida tem o seu lado negativo. Os que vão conseguindo premiações irão cada vez mais se sentindo estimulados a tentar cada vez mais e os que não conseguem premiação durante algumas vezes seguidas, passam a não se sentirem estimulados e a não tentar por achar que nunca irão conseguir.

No caso dos professores a situação é mais agravante. Além do fato de se correr o risco dos professores se sentirem desestimulados, tem o problema que os professores premiados passaram a tem melhores condições financeiras e consequentemente em condições de se atualizarem melhor que os que nunca recebem bonificações ou mesmo qualquer aumento de salários.

Esse método de bonificação já foi tentando na cidade de New York(EUA) e foi retirado por que ocorreu justamente o contrário daquilo que previam e consequentemente foi retirado justamente pela mentora do método proposto. Depois de algum tempo, muitos professores começaram a mudar de profissão e os que ficaram não conseguiam fazer com os alunos passassem da fase de Analfabetismo Total e se criou um exército de Analfabetos Funcionais.

No Estado de São Paulo foi colocado uma avaliação acompanhado de um sistema de bonificação (semelhante ao colocado em New York) e mesmo assim o Ensino Público Paulista não consegue melhorar. Seria interessante um levantamento e análise de quantos professores foram exonerados e quantos pediram exoneração nos últimos três anos. Certamente muitos professores estão pedindo exoneração e mudando para outras profissões e se continuarem sendo tratados como profissionais em competição, como os únicos responsáveis pela total falta de qualidade do ensino e sem serem valorizados, muitos dos professores que ficaram trabalhando, ainda irão pedir exoneração e mudarão de profissão.

Antônio Carlos Vieira
Licenciatura Plena - Geografia

Texto relacionado: OS TIPOS DE ANALFABETISMO

quinta-feira, 23 de maio de 2013

OS TABLETS CHEGARAM NAS ESCOLAS!!!

Tornou-se comum ouvirmos que na educação, sempre tenho essa informação, deve ser valorizada (que até hoje se espera pela valorização) para o bem e futuro de nosso país. O argumento é que um país, para se desenvolver, precisa valorizar e investir em educação É claro que em toda essa argumentação nunca informam que a mesma pode ser utilizada para mudar a situação social e econômica de um país ou manterem conservadas as Estruturas Sociais existentes.

Mas, para a se colocar uma educação de qualidade é necessário que tenhamos uma estrutura preparada, com professores igualmente preparados e atualizados ao momento em que a sociedade se encontra.

Recentemente a SEED-SE (Secretaria Estadual de Educação do Estado de Sergipe), juntamente com o MEC (Ministério da Educação e Cultura) disponibilizou 2.796 Tablets. Esse equipamento irá proporcionar aos professores acesso a internet criando condições para se atualizarem com a as novas tecnologias, já que poderá fazer pesquisas e terá  acesso a grande quantidade de informações no mundo da Internet.

Por ocasião da entrega deste equipamento (Tablets), alguns problemas foram detectados:

Questionando a embalagem

Quando da entrega dos Tablets, aos professores, foi questionado por que eles não estavam embalados (no caso individualmente). Só que os tablets chegaram embalados com dez unidades em cada caixa e as caixas estavam ali na presença de todos! A alegação é que violamos a embalagem! Quando eu perguntei a esses mesmos professores se era possível entregar esse equipamento individualmente sem violar as embalagens que vinham com dez unidades em cada caixa!

Falta de conhecimento de informática básica

Constatamos que a deficiência e falta de conhecimento, dos professores, em relação as TICs (Tecnologia da Informação e Comunicação) , uma grande parte expressiva, não tem conhecimento do que seja a Rede de Acesso a Internet, que pode ser rede sem fio (Wi-fi) ou com fio (por intermédio de cabos).

Os tablets, que estão sendo distribuídos pela SEED-SE, se comunicam com a Internet por intermédio de uma Rede sem fio (Wi-FI) e as rede sem fio tem alcance limitado. Quando a pessoa sai do alcance de uma rede e vai para outro local, ele terá de se conectar a outra rede sem fio no local onde esteja.

Para piorar a situação, nem sempre conseguíamos conectar com a Rede da Secretaria por ocasião da entrega. As dificuldades não foram nem se conectar com a rede sem fio, foi explicar para alguns professores por que não estava se conectando a internet e tentar fazer entender o que era a rede sem fio!

Alguns professores retornaram a secretaria alegando que o tablet estava com defeito e não funcionava. Por que quando chegava no colégio onde lecionava ou em casa ele simplesmente não funcionava.. Em vista disso, alguns alegaram que tínhamos adulterado e outros que tínhamos violado o equipamento!!! Esqueceram de dizer o motivo que tínhamos para adulterar esses milhares de tables?

O Termo de Cessão de Uso

Para receber o Tablet era obrigatório que o professor assinasse o TERMO DE CESSÃO DE USO, onde o colégio, no qual o professor esteja lotado, se denomina CEDENTE e o professor(a) é denominado de CESSIONÁRIO(A).

O colégio é chamado de CEDENTE pelo Motivo que os Tablets são de responsabilidade e cedidos ao colégio. O colégio é quem foi beneficiado em receber os tables, os professores recebem os tablets como se fossem o colégio emprestando. Houve muitos questionamentos por que os mesmos não foram cedidos diretamente ao professor!

Muitos professores questionaram algumas cláusulas do Termo de Cessão de Uso e alguns viram, nestas cláusulas, motivos suficientes para não receberem os Tablets (alguns não receberam). Entre as cláusulas onde houve protestos, por parte de alguns professores, na qual podemos citar:

CLÁUSULA TERCEIRA - DAS OBRIGAÇÕES DA CESSIONÁRIA
2.6 Participar dos cursos de formação pedagógica oferecidos pels /SEED/CODIN/DITE e colocar em prática as metodologias e conhecimentos construídos / adquiridos.

A alegação referente essa cláusulas é que se sentiam pressionados a usarem os tablets para uso pedagógico! Estranhei a alegação, já que a distribuição, deste equipamento, é uma tentativa de melhorar a qualidade de ensino proporcionando acesso a internet aos profissionais da educação (professores e pedagogos) e as exigências existente na cláusula em questão está de acordo objetivo da compra e distribuição do equipamento!


CLÁUSULA QUINTA - DO PRAZO
O prazo da presente cessão é o período em que o professor estiver lotado na referida escola e freqüentando normalmente.

Muitos ficaram chateados pelo motivo que se mudassem de estabelecimento, seriam obrigados a devolverem o referido equipamento para a escola. Se observarem a parte sobre o Termo de Uso e Cessão, os tablets são cedidos aos colégios e não ao professor e se removido para outros estabelecimento, por remoção ou motivo de exoneração, ele é obrigado a devolver pra a escola, já que é ela que tem responsabilidade sobre o equipamento.

Parágrafo Único - A freqüência será averiguada pela Unidade de Ensino e pela Secretaria de Estado da Educação.

O controle de freqüência se o professor está (comparecendo) lecionando ou deixou de lecionar par efeito de empréstimo do equipamento, é de total responsabilidade dos colégios que receberam os referidos tablets.

O problema é que a Coordenadoria de Informática (CODIN) resolveu colocar, para teste, um programa chamado Diário Digital e isso foi motivo de críticas ácidas e alguns professores não receberam os tablets por esse motivo. Alegaram que isso é uma tentativa de controlar os professores! Só que o Diário Digital está em fase de teste é não existe a obrigação, até o momento, da aceitação por parte do professor.

Estranhamente, a alegação de que a secretaria estava querendo controlar os professores!. Eu perguntei aos professores, que se utilizaram deste argumento, se a freqüência dos colégios onde eles estavam lotadas não tinha nenhum controle? Ficaram chateados com a pergunta! Afinal de contas a freqüência se os professores estão dando aulas tem de ser controlada e é obrigação da administração de cada colégio (diretor, secretário e coordenadores) com ou sem Diário Eletrônico.

O interessante é que o Diário Digital sendo utilizado corretamente, os trabalhos de soma e contagem das aulas dadas e também a soma e cálculo das médias dos alunos desaparecem, e isso proporciona um ganho de tempo razoável. Para quem já utiliza deste sistema, em escolas particulares, já sabe destas vantagens!

CLÁUSULA SEXTA - DA DEVOLUÇÃO
Findo o prazo da cessão de direito de uso o CESSIONÁRIO deverá devolver o equipamento, descrito na cláusula segunda deste termo.

Embora o Termo de Cessão de Uso não diga explicitamente quando o equipamento deverá ser devolvido, criou-se polêmica em relação à questão de ter que devolver. Particularmente não acredito que o MEC irá solicitar devolução do equipamento, salvo a ocorrência de remoção ou exoneração do professor. A questão é que os professores achavam que os equipamentos deveriam ser doados, aos professores, em vez de cedidos para uso!

Texto relacionado: A Educação do Futuro

sábado, 1 de dezembro de 2012

Os Jogos e a Educação


Os jogos têm um papel muito importante nas áreas de estimulação da pré-escola e é uma das formas mais naturais da criança entrar em contato com a realidade, tendo o jogo simbólico um papel especial. 

O jogo é uma característica do comportamento infantil e a criança dedica a maior parte de seu tempo a ele. 

O jogo, enquanto atividade espontânea da criança, foi analisado e pesquisado por centenas de estudiosos para melhor compreender o comportamento humano; é um meio privilegiado tanto para o estudo de crianças normais, quanto para aquelas com problemas, haja vista os inúmeros trabalhos psicanalíticos sobre o assunto, como os de Sigmund Freud, R. Waelder, Melanie Klein, Erik Erikson, e ainda, autores como J. Huisinga, Claparéde, Piaget, Vygotsky, Ajuriaguerra, Callois, que escreveram obras sobre o jogo na criança.

terça-feira, 3 de julho de 2012

EDUCAÇÃO DE QUALIDADE


Na atual sociedade, promover a “educação de qualidade” não é fácil; e não é para qualquer um! 

Podemos considerar Educação, como a promoção do desenvolvimento da capacidade intelectual e moral das pessoas. 

A educação é um processo que envolve o desenvolvimento de todas as características humanas, podendo ser também considerada como cortesia, respeito, conhecimento e atitude. 

Atualmente, a educação está ligada com conhecimentos. O conhecimento não tem barreiras, é a vontade própria que está movendo as pessoas cada vez mais próximas da educação. 

Mas para que todas as razões acima, como respeito mútuo, justiça. Solidariedade, igualdade sejam obedecidos, é preciso, sem dúvida de um sistema educacional eficaz, não de mentira. 

Algumas das saídas propostas aqui são: 

a) Uma educação gratuita, compulsória e de “qualidade”; 

b) Melhorar significativamente a educação infantil; 

c) Aprimorar as necessidades básicas do ensino jovem, por meio de acesso livre a programas de aprendizagens totalmente apropriados; 

d) Atingir, o mais rapidamente nível de alfabetização de adultos; 

e) Melhorar a qualidade da educação no Brasil e facilitar o acesso de todos à educação, seja primária ou secundária. 

Talvez esta discussão seja somente uma utopia diante de muitos pensadores, filósofos, estudiosos, cientistas, universitários e populares, porém é importante ressaltarmos que uma educação de qualidade serve para condições básicas e essenciais para a convivência em grupo, seja familiar, social e no sucesso profissional! 

“Educação não é algo que se guarda na gaveta de casa, mas este é para a cidadania.” 

Autor: Alexandre Vieira 
Professor Especialista pela UNIFESP - Escola Paulista de Medicina 

Publicado na Gazeta Valeparaibana de Julho 2012-07-01 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

SOBRE A MATEMÁTICA

A matemática é a ciência do raciocínio lógico e abstrato. Esta ciência vem sendo construída ao longo dos séculos. 

Resultados e teorias milenares se mantêm válidos e úteis e, ainda assim, a matemática continua a desenvolver-se permanentemente. 

Registros arqueológicos mostram que a matemática sempre foi parte da atividade humana. Ela evoluiu a partir de contagens, medições, cálculos e do estudo sistemático de formas geométricas e movimentos de objetos físicos. 

A matemática se desenvolveu principalmente na Mesopotâmia, no Egito, na Grécia, na Índia e no Oriente Médio. 

A partir da Renascença, o seu desenvolvimento intensificou-se na Europa, quando novas descobertas científicas levaram a um crescimento acelerado que dura até os dias de hoje. 

A matemática é usada como uma ferramenta essencial em muitas áreas do conhecimento, tais como engenharia, medicina, física, química, biologia e ciências sociais. 

Um dos educadores que fizeram isso com maestria foi o professor Júlio Cesar de Mello e Souza (1895-1974), que usava o pseudônimo de Malba Tahan (foto). “O que considero mais relevante nos livros do professor Júlio Cesar é a junção genial de ciência, imaginação, matemática e cultura árabe”, diz Cristiane, que é estudiosa da obra do autor. 

O livro mais conhecido de Malba Tahan, “O Homem Que Calculava”, é um conto matemático. São narrativas que se desenrolam com a personagem Beremiz Samir e utilizam conceitos como história da matemática, resolução de problemas e etnomatemática, entre outros. 

Malba Tahan conquistou leitores no mundo inteiro, através da matemática, e mostrou que o aprendizado da ciência pode ser muito divertido. 

Em sua homenagem, o dia do seu aniversário, 6 de maio, foi decretado o Dia Nacional da Matemática. 

Eu mesmo já li esse livro três vezes. 

Edição:Filipe de Sousa

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Promoção de fim de ano!!!!!

          Andando pelas ruas, neste final de ano (dezembro de 2011), percebi as diversas faixas nos colégios e distribuição de panfletos, principalmente dos colégios particulares, oferecendo vagas para as matrículas do próximo ano letivo e lembrei do texto Educação de Supermercado (clique aqui) ao ver as faixas espalhadas pela cidade. A grande maioria estão oferecendo promoções especias, tais como: descontos para alunos vindos de colégios considerados bons, descontos para os país que matriculares mais de um filho, descontos por sorteios, descontos para alunos que se destacam em algum esporte  e tem até descontos para quem fazer a matricula até certo período.

          Quando escrevi os textos "Educação de Supermercado I" e "Educação de Supermercado II" muitos leitores deste blog e colegas de profissão em enviaram Mensagens eletrônicas (emails) questionando os referidos textos!!!! Agora sinceramente, a Educação,atualmente, é tratado como uma mercadoria vendida em supermercado ou não????

OBSERVAÇÃO: por questão de exigência da lei não foram colocadas as fotos que tirei das faixas citadas no referido texto, mas vocês irão encontrar estas faixas e panfletos, nesta época do ano,  espalhados em qualquer cidade desse nosso Brasil.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Cadê os interessados na Educação Pública? (II)


Por Antônio Carlos Vieira


Esta semana ocorreu o encontro do PNE (Plano Nacional de Educação) no Iate Clube de Aracaju (Palestras) e as oficinas com seus respectivos assuntos em várias Instituições espalhadas pela Cidade de Aracaju. No primeiro dia ocorreram palestras e discutidos temas importantes referentes a carreira do professor e de toda a Estrutura Educacional, passando pela parte do financiamento da mesma. No segundo dia ocorrem as oficinas separadas por temas de interessa do sistema Educacional.
 No primeiro dia do evento, com comparecimento acima de duas mil pessoas mas, apesar deste alto comparecimento, dava para se perceber que a grande maioria (principalmente a parte do fundo do auditório) estavam mais preocupados com assuntos paralelos (muita gente conversando). Tanto é que alguns temas, que eu considero graves, foram colocados e passaram despercebidos pela grande maioria dos presente, entre eles: julgamentos da Constitucionalidade do Piso Nacional do Professor, distribuição e ordenação das despesas da União (mostrando a parte que cabe a educação) e o problema do Estado se posicionar em não ter dinheiro em caixa para reajustar o atual salários dos professores.
No segundo dia ocorreram as oficinas que correspondem propriamente a discussão, planejamento e elaboração do PNE, A frequência já não foi tão grande assim, principalmente na pate da tarde.
Eu ainda estou pensativo de como numa exposição de um dos apresentadores foi dito perante uma multidão de professores dos problemas que iremos enfrentar em relação ao salário (é a parte pela qual os professores mais reclamam), correndo o risco até de se retirar a Lei do Piso Nacional do Professor, tem o problema que neste ano o piso ainda não foi reajustado e não houve nenhuma reação e demonstração de descontentamento. É como tudo estivesse as mil maravilhas. Inclusive, um dos palestrante deixou bem claro que o aumento da Taxas de Juros, pelo Banco Central, "para diminuir a inflação)", provoca uma transferência enorme de dinheiro dos contribuinte para as mãos do banqueiros e é justamente na parte que cabe a educação que se retira o dinheiro para pagar esses juros!!!

TEXTOS RELACIONADOS:
Cadê os interessados na Educação Pública?
Cadê os interessados na Educação Pública? II

quarta-feira, 23 de março de 2011

Cadê os interessados na Educação Pública?

Por Antônio Carlos Vieira


 Quando da realização do CONAE (Conferência Nacional da Educação) fui delegado e participei da seccional ocorrida na Cidade de Santo Amaro-SE.
Antes de me dirigir ao local pensei que o encontraria repleto de professores, pais de alunos e representantes das instituições ligadas a educação. Foi então que tive uma grande surpresa! Chegando no local não havia tumulto e nem havia tantos professores assim.
Para se começar qualquer conferência é necessário se aprovar o Regimento Interno e para isso é necessário a aprovação de 50% + 1 votos dos delegados presentes. A conferência começou atrasada por não haver delegados suficientes  presentes (haviam 94 inscritos) para aprovação e foi necessário se esperar a chegada de mais delegados para que a aprovação fosse de acordo com que preceitua a lei. Depois de aprovado o Regimento Interno, inciou-se as atividades com mais de uma hora de atraso.

Como se tratava de uma conferência para realização e determinação das diretrizes que deveriam serem cobradas dos nossos representantes no Congresso Nacional, em Brasília, eu pensei que haveria uma grande movimentação por parte de professores, pais de alunos, representantes da Sociedade Civil e representantess das instituições ligadas a educação!!!
Todos reclamam que a educação vai de mau a pior e quando tem algum evento para se discutir e elaborar algum plano ou projeto sobre a educação a participação e mínima (na minha opinião falta de interesse).
Apesar da pouca presença, a conferência foi uma verdadeira aula de pedagogia e mostrou o que pensa os diversos segmentos da sociedade, de como anda e o que desejam da Educação Pública. Onde estavam os coordenadores pedagógicos, diretores de escolas e coordenadores que são as pessoas que decidem e administram nossas instituições? Se são eles que tomam as decisões deveriam ser os primeiros a mostrar interesse pelo assunto!
Sempre discuto com esses pedagogos porque a educação vai bem ou mal e percebo que muitos desconhecem as exigências e dificuldades daqueles que se utilizam do Ensino Público . Inclusive, encontro muito deles defendendo a utilização dos chamados pacotes (clique aqui).
Acredito que essa falta de interesse por parte dos que administram ( pedagogos e professores principalmente) o Ensino Público é em decorrência deste Cargos Administrativos serem escolhidos por critérios políticos e não técnicos. Não acredito que o Ensino Público vá melhorar só por colocar em funcionamento a Gestão Democrática mas, uma coisa eu tenho certeza, diminuiria a incidência dessas pessoas que trabalham em cargos e que nunca vão discutir com o público que utilizam estas instituições e mostram claro desconhecimento dos problemas relacionados.
Claro que isso esbarra no interesse políticos que negociam os cargos de confiança e colocam pessoas de seu interesse e não do interesse dos usuários que se utilizam da coisa pública. É bom lembrar, existem mais de dois mil Cargos de Confiança na Rede Pública de Ensino do Estado (SE) e não acredito que os políticos irão abrir mão das negociações políticas (negociação de cargos de confiança) e aprovem a Gestão Democrática. Para isso, seria necessário uma grande pressão dos diversos setores da sociedade e pela participação demonstrada na Conferência isto está muito longe de acontecer!!!


TEXTOS RELACIONADOS:
Cadê os interessados na Educação Pública?
Cadê os interessados na Educação Pública? II


terça-feira, 15 de março de 2011

O Professor Cigano.


Por Antônio Carlos Vieira


É o professor que leciona  de olho no horário
 para chegar a tempo no outro colégio.
        O que seria o Professor Cigano?
Essa é uma pergunta que sempre faço e as pessoas levam na brincadeira mas, eu falo isso seriamente. O professor cigano é aquele professor que , para ter a sua Carga Horária completa, é obrigado a assumir turmas em vários colégios ao mesmo tempo.

Como surgiu esse tipo de professor?
Esse tipo professor foi moldado desde o tempo em que era contratado para trabalhar as cento e vinte e cinto horas. Naquela época, o professor tinha lotação em um único colégio e só passava a trabalhar as duzentas horas no caso de necessidade de surgimento de mais turmas devido ao aumento de alunos e as vezes algum professor se aposentava e deixava a vacância. Com o decorre do tempo, os professores passaram a ter as duzentas horas como obrigatoriedade na Carga Horária. Foi quando começou a surgir os primeiros Professores Ciganos! Em alguns colégios, que só possuem seis salas de aulas, o professor foi obrigado a completar sua carga horária em outras unidades.
Outro motivo, foi que o Estado começou a colocar mais de quarenta alunos por sala de aula, as vezes mais de cinquenta e isso reduziu o número de turmas por colégio. Ver o texto “O Professor e a Mais Valia Relativa” (clique aqui).
Já na Grade Curricular, algumas disciplinas diminuíram a quantidade de aulas por turmas e portanto diminui a necessidade de se ter mais professores. Ler o texto “Analisando a Grade Curricular” (clique aqui).
E por último, temos a implantação dos chamados “Pacotes “, no qual a grande maioria, o turno só possui quatro aulas por turmas (o ensino regular é cinco). Como os professores de duzentas horas tem que dar 25 horas aulas semanais, ele é obrigado a completar a Carga Horária lescionando mais cinco aulas em outro colégio (ou outros). Ler o texto “Os pacotes na Educação” (clique aqui).

Quais os problemas surgidos?
Primeiramente o de ordem econômica. Quando o professor está em mais de uma unidade de ensino, ele tem de gastar mais passagem com transporte e o Estado só disponibiliza cinco passagens de ida e volta por dia. Como ele tem que se deslocar para mais de um colégio durante o dia, neste dia ele irá gastar uma passagem para ir para um colégio, outra para o segundo colégio e uma terceira para retornar a residência. Se a Carga horária for em colégios diferentes, com turnos diferentes, ele irá gastar duas passagens (de ida e volt)a por dia e fica no prejuízo de algumas passagens.
O segunda é de ordem pedagógica, onde o professor tem que participar daquelas reuniões pedagógicas onde são debatidos os problemas do colégio. Em qual colégio o professor irá participar desta reunião? Em todos, somente em um? Qual deles? Geralmente acaba não participando de nenhuma delas!
As vezes, o professor é obrigado a trabalhar em mais de um turno e em mais de um colégio ao mesmo tempo e derruba aquela história que o professor tem a oportunidade de ter mais de um emprego e pode completar a sua renda familiar (assumem , sem perceberem, que o salário de um único emprego de professor não é suficiente para sustentar a família).
Outro problema é referente ao cansaço físico, já que o Professor Cigano tem que se deslocar mais, consequentemente irá ficar mais cansado!

Observação :
É bom salientar, que o Professor Cigano pode está lecionando em dois ou mais colégios e existe casos em que um mesmo professor tem a carga horária dividida para quatro ou mais colégios!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

AS BOLSAS DE ESTUDO E A FALTA DE ÉTICA

 O ano letivo está sendo iniciado e neste momento é que percebemos os alunos que foram transferidos da escola seja por uma escolha de mudar de colégio ou por ter ganhado uma bolsa de estudo, principalmente os alunos do ensino médio que estarão prestando vestibular no final do ano ou os atletas que se destacaram em um determinado esporte no ano passado.
          A escola prepara o aluno do maternal até o 1º ou 2º ano do ensino médio quando este recebe uma bolsa para estudar o 3º ano ou assistente em outra escola e quando este aluno é aprovado no vestibular os créditos ficam para a escola que ensinou um ou dois anos. Algumas escolas ficam esperando a pré-classificação dos alunos de outras escolas no PSS do 2º ano para depois oferecer bolsas aos melhores classificados. Por que as escolas não oferecem bolsas para os alunos que não são destaques nas notas ou não foram bem classificados no PSS?
          Algumas escolas estão se consagrando campeãs em aprovação no vestibular, mas com os alunos de outras escolas, pois não tem capacidade de montar uma estrutura com a finalidade de dá uma formação integral ao aluno desde os primeiros anos de escolaridade, porque é mais fácil, cÃ?modo e bom financeiramente, pegar o aluno já preparado por outra escola e conseguir os resultados sem muitos investimentos e responsabilidades. Algumas escolas divulgam a aprovação de uma quantidade de alunos neste ou naquele curso, mas não divulgam a grande quantidade de alunos que não conseguiram a aprovação. Os que não foram aprovados estão preparados para enfrentar a faculdade da vida, com seus problemas no dia a dia?
          É compreensível que os pais queiram aproveitar a oportunidade do seu filho estudar gratuitamente, mas não reconhecer que a aprovação dele foi consolidada pela escola que o preparou durante mais de dez anos é uma injustiça, creditando à fama a escola que ensinou pouco tempo ao seu filho. Vale ressaltar que o mérito pela aprovação no vestibular é do aluno pela sua dedicação aos estudos e sua inteligência, pelos esforços da família para oferecer um bom estudo ao seu filho e em terceiro aparecem à escola e os professores.
          No esporte, não é diferente, o aluno é treinado por vários anos por um professor, torna-se um atleta qualificado, depois vem outro técnico e oferece bolsa a este aluno para reforçar sua equipe, com o objetivo de ser campeão e ganhar os créditos de bom técnico em cima do trabalho do outro. 
          A bolsa para atleta foi iniciada no auge dos Jogos da Primavera na década de 80, quando as escolas particulares, para reforçar suas equipes, ofereciam bolsas para os alunos que se destacavam principalmente nas escolas públicas, que na época tinham um excelente nível técnico, o contrário do que acontece atualmente.
          Nos diais atuais, as escolas particulares oferecem bolsas aos atletas da própria rede. Durante as competições realizadas no Estado, alguns técnicos assistem aos jogos dos adversários e começam a cortejar os melhores atletas, chegam a fazer visitas às famílias para convencê-las a transferir seu filho para sua escola através da bolsa de estudo. Uma total falta de respeito com o colega professor que trabalhou durante anos o aluno, e quando ele está com um excelente nível técnico é convidado a abandonar sua equipe, seu professor e sua escola para dá título, nome e fama a outro técnico e a outra escola. E o pior, é que algumas escolas particulares ficam oferecendo bolsas aos alunos das escolas públicas para estudar nas mesmas, e quem aceita, perde o direito de ser aprovado no vestibular da Universidade Federal através das cotas.
          Os técnicos que defendem as bolsas de estudo para atletas afirmam que estão “oportunizando” para os alunos melhores condições de estudo e treinamento. Então por que não oportunizam para os atletas mais fracos? Porque só querem os bons, os que já estão preparados. Atualmente, algumas equipes estão quase se profissionalizando, com o objetivo de serem campeãs e representar o Estado nas Olimpíadas Escolares.
          A que ponto estão chegando algumas escolas para aparecer no cenário educacional frente à sociedade, oferecendo bolsas de estudos sem escrúpulos e sem ética aos alunos de outras escolas que se destacam no estudo e no esporte, com total desrespeito a todos.
          E natural que os pais queiram a aprovação do seu filho no vestibular, tenham um filho campeão esportivo, mas eles devem se preocupar principalmente, que o mesmo receba na escola uma formação integral, preparando-o para enfrentar todas as provas da vida, que são muitas e difíceis.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Mudanças no Paradigma da Educação

          Muito tem se falado que a educação (pública e particular) não está conseguindo educar os novos cidadãos que estão surgindo. Muitas são muitas as versões encontradas e com igual quantidade de explicações e justificativas. Encontrei este vídeo, no Youtube, onde é colocada a explicação "Changing Paradigms" do Senhor  Ken Robson. O Vídeo está em inglês e legendado para o Português .

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Analisando a Grade Curricular

Por Antônio Carlos Vieira

         É comum, no início do ano se fazer uma reunião, chamada Pedagógica (eu sempre digo que é administrativa), para se discutir os problemas passados do colégio e como se resolve-los no futuro. Um dos temas que geralmente são discutidos é a Grade Curricular. Essa grade é quem defini a quantidade de aulas por disciplinas para cada série, observando a carga horária mínima obrigatória.  Na decisão de equacionar a grade curricular podemos observar duas situações: a)quando a grade já vem pronta da secretaria (é imposta aos professores);  b)quando se discute na Reunião dita Pedagógica.

          Na grande maioria dos colégios, essa grade,  geralmente, vem definida da Secretaria de Educação e é equacionada de acordo com interesses administrativos  e nem sempre pedagógicos. Entre esses interesses está o de alocar a quantidade da aulas de acordo com a quantidade de professores, salas de aula e alunos disponíveis na rede, as vezes visando a economia de professores (clique aqui). Se existe professores sobrando de uma determinada disciplina e faltando em outras é feito a arrumação colocando mais turma para os professores de determinada disciplinas que estão sobrando e diminui-se a quantidade de turmas para os professores que estão faltando e se mesmo assim ficarem turmas faltando professores, aumenta-se a quantidade de alunos por sala de aula e conseqüentemente diminui-se a quantidade de turmas.  E ultimamente tem-se colocado os chamados pacotes (são exemplos os Acelera e o Ensino de Jovens e Adultos, clique aqui) para apressar o aluno em determinadas séries visando com que ele complete o primeiro ou segundo grau, mais cedo,  com o intuito de que ele saindo irá abrir novas vagas para novos alunos.

          Quando a grade é definida em Reunião Pedagógica os critérios são discutidos com os professores e pedagogos e a decisão final é enviada para a Secretaria de Educação.  Atualmente, a grande maioria dos colégios tem em sua grade, a disciplina de Matemática com cinco horas aulas por turma, Português  tem cinco aulas por turma (disciplinas de Português mais Redação), a disciplina de História, Geografia, Biologia e Física tem duas aulas por turmas. Nessa arrumação os professores de Matemática e Português sempre estão levando vantagem. Esses professores tem cinco turma para preencher a carga horária, enquanto um professor de historia,  Geografia, Biologia e Matemática tem que ter 12 turmas para preencher uma carga horária equivalente a 25 horas aulas semanais.

         Fazendo uma análise, do que está exposto anteriormente, com turmas de 40 alunos, iremos perceber que os professores de Matemática irão ter 5 cadernetas para encerrar e 200 alunos para passar as devidas avaliações, enquanto os professores de Geografia, História, Biologia e Física terão  12 cadernetas para encerrar e 480 alunos para passar as devidas avaliações. Nesse quadro, já se percebe que os professores de Matemática levam uma grande vantagem sobre os outros professores!!!!

         Aprofundando-se, nesta análise,  é que se faz a pergunta: e porque os professores neste Reunião Pedagógica não alteram  a Grade Curricular para diminuir essas diferenças? O problema consiste que a decisão para alteração é por voto de  maioria absoluta e se você observar, para cada professor  de Geografia(em um colégio com doze turmas) existem três professores de Matemática e três professores de Português. Já se percebe que esses professores serão maioria e conseqüentemente jamais irão votar contra eles mesmo. O caso se agrava  se as coordenadoras pedagógica  tiverem aquele hábito popular de acharem que as disciplinas de Português e Matemática devem ser privilegiadas por serem mais importantes.

          Se for colocado em votação para se diminuir as aulas de História e Geografia para uma aula por semana, neste caso a coisa se agrava e serão cinco professores de Matemática para um professor de Geografia. Em relação a quantidade, de alunos,  irá aumentar de 480 para 1250 e conseqüentemente serão 1250 avaliações, exercícios e trabalhos para os professores que tiverem suas disciplinas diminuídas para uma aula por semana. E nesse caso para se voltar a grade anterior, por votação, os professores de Matemática serão cinco votos contra um de Geografia.

          As conseqüências desse aviltamento nessas disciplinas são: os professores, das disciplinas com poucas aulas e muitas turmas,  passam trabalhos as avaliações em grupo  e no caso específico dos exercícios, eles passam a fazer a devida correção em sala de aula. Não precisa dizer que esses procedimentos não são didáticos e provocam  queda na qualidade de ensino.

OBSERVAÇÃO.: Embora os professores de Matemática levem vantagem, sobre os demais professores, em termos quantitativo, em termos qualitativo eles sofrem os mesmo problemas dos demais professores. Não se esqueçam que para se ter uma boa aula a quantidde de alunos tem uma grande influência e para economizar (clique aqui)  se coloca turma com até 50 ou mais alunos(em alguns casos chegam a mais de 60).